Moraes manda PF apurar se Bolsonaro precisa de cirurgia
Médicos da Polícia Federal farão perícia em até 15 dias
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 11, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passe por uma perícia médica.
O procedimento será feito por médicos da Polícia Federal em até 15 dias.
“Determino a realização de perícia médica oficial, pela Polícia Federal, no prazo de 15 (quinze) dias, para avaliar a necessidade de imediata intervenção cirúrgica apontada pela defesa”, disse Moraes na decisão.
Quando autorizou a prisão de Bolsonaro na Superintendência da PF, Moraes garantiu a ele “atendimento médico em tempo integral”.
Contudo, segundo Moraes, não há relatos de situações de emergência desde então.
“Desde aquele momento, não houve nenhuma notícia de situação médica emergencial ocorrida com JAIR MESSIAS BOLSONARO. Ressalte-se, ainda, que os exames médicos apresentados pela defesa não são atuais, sendo que o mais recente foi realizado há 3 meses, sem que à época os médicos tenham indicado necessidade de imediata intervenção cirúrgica”, afirmou.
Cirurgias e prisão domiciliar humanitária
A defesa de Bolsonaro solicitou a Moraes autorização para que o ex-presidente vá ao hospital DF Star, em Brasília, realizar “intervenções cirúrgicas indicadas pelos médicos”.
“Diante de todo o exposto, das provas médicas acostadas e da excepcional gravidade do quadro clínico apresentado, requer a Vossa Excelência: Autorização e remoção do Peticionário ao hospital DF Star, a fim de que possa ser submetido às intervenções cirúrgicas indicadas pelos médicos responsáveis pelo seu tratamento, bem como sua permanência no hospital pelo tempo necessário”, escreveram os advogados.
A defesa alegou que tais cirurgias demandam “imediata internação hospitalar, de 5 a 7 dias”.
“Conforme informado pelo médico responsável pelo tratamento, o ex-presidente precisa passar por cirurgia tanto para tratamento do quadro de soluços, sequela das cirurgias já registrada nos presentes autos, como em razão da piora do diagnóstico de hernia inguinal unilateral, que também indica a necessidade de intervenção cirúrgica”, disse a defesa.
Os advogados também pediram que Bolsonaro seja transferido para prisão domiciliar humanitária.
“Em consonância com a jurisprudência firmada desta Suprema Corte e com os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, do direito à saúde e da proteção integral ao idoso”, escreveram.
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