Suspeitas de intoxicação por metanol chegam em Belém
Um engenheiro de 63 anos relata ter apresentado quadro de intoxicação após consumir uísque supostamente adulterado
Um caso em Belém trouxe novamente à tona a preocupação com a presença de metanol em bebidas alcoólicas vendidas no comércio formal.
Segundo informações da CNN, um engenheiro de 63 anos relata ter apresentado quadro de intoxicação após consumir uísque supostamente adulterado, adquirido em um supermercado da capital paraense.
A partir desse episódio, órgãos de fiscalização passaram a investigar a possível contaminação e reforçaram o alerta sobre os riscos desse tipo de produto.
O que é metanol e por que ele representa risco nas bebidas alcoólicas
O metanol é um álcool industrial utilizado em processos químicos, fabricação de solventes, combustíveis e outros produtos técnicos.
Diferentemente do etanol, presente nas bebidas alcoólicas regulamentadas, o metanol não é seguro para consumo humano e não deve, em hipótese alguma, integrar a composição de bebidas.
A ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode provocar danos sérios ao sistema nervoso central, ao fígado e à visão, além de levar à morte em casos mais graves.

Como surgem os casos de metanol em bebidas e quais sintomas exigem atenção
Relatos de intoxicação por metanol em uísque e outras bebidas destiladas têm sido registrados em diferentes estados brasileiros.
Na maioria das ocorrências, o problema está associado a lotes clandestinos, garrafas falsificadas ou produtos de origem duvidosa, vendidos tanto em estabelecimentos formais quanto informais.
Quando há suspeita de contaminação, laboratórios especializados podem detectar a presença de metanol no sangue, na urina ou na própria bebida. Os sintomas geralmente não aparecem imediatamente e, ao se manifestarem, podem incluir sinais que exigem atenção urgente:
- Mal-estar geral, náuseas e vômitos;
- Dor abdominal, tontura e dor de cabeça intensa;
- Visão embaçada e dificuldade para enxergar, podendo evoluir para cegueira;
- Alteração respiratória, confusão mental e perda de consciência em quadros graves.

Como o caso em Belém está sendo investigado pelas autoridades
No episódio envolvendo o engenheiro paraense, o relato aponta que a bebida foi comprada em um supermercado, consumida em pequena quantidade e seguida, horas depois, por piora clínica.
Após procurar atendimento de emergência, o paciente informou a suspeita de contaminação, mas, segundo ele, não houve realização imediata de exame específico para metanol.
Posteriormente, em laboratório particular, o resultado teria indicado presença da substância, o que motivou a organização de documentos para embasar a denúncia: nota fiscal, comprovantes de atendimento hospitalar, laudos laboratoriais e uma garrafa lacrada do mesmo lote do uísque.
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