Fiscalização encontra baratas na cozinha e interdita restaurantes no Rio
Uma operação de fiscalização sanitária realizada em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, chamou a atenção para a importância da higiene em bares e restaurantes
Uma operação de fiscalização sanitária realizada em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, chamou a atenção para a importância da higiene em bares e restaurantes.
A ação, conduzida pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) em parceria com o Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (IVISA-Rio), resultou na interdição de três estabelecimentos por más condições higiênicas, além da autuação de outros locais, com foco na segurança alimentar da população e no cumprimento das regras municipais.
Fiscalização sanitária em bares e restaurantes no Rio de Janeiro garante segurança alimentar
Durante a vistoria, iniciada na noite de uma sexta-feira, equipes percorreram ruas conhecidas pela grande concentração de bares e restaurantes, como Voluntários da Pátria e Nelson Mandela.
Foram encontrados problemas graves em cozinhas, áreas de preparo e estoques, incluindo infestação de insetos, presença de fezes de roedores e alimentos armazenados de forma inadequada.

A fiscalização sanitária resume um conjunto de ações que buscam garantir que bares, restaurantes e outros estabelecimentos cumpram normas de higiene e segurança dos alimentos.
Na operação em Botafogo, além dos três locais interditados, outros 11 comércios foram vistoriados e multados por irregularidades como higiene precária, manipulação inadequada de alimentos e descumprimento de interdições anteriores.
Como funciona a fiscalização sanitária em Botafogo e em outras áreas do Rio de Janeiro
A fiscalização sanitária em Botafogo segue os mesmos princípios aplicados em outras regiões da cidade, com operações programadas e atendimento a denúncias de irregularidades. Os fiscais observam a limpeza geral do ambiente e também detalhes que impactam diretamente a segurança dos alimentos e a saúde dos consumidores.
Para padronizar as verificações e reduzir riscos à saúde coletiva, as equipes da SEOP e do IVISA-Rio avaliam uma série de itens que orientam o cumprimento das normas sanitárias:
- Condições das cozinhas e depósitos;
- Forma de armazenamento de alimentos perecíveis e secos;
- Controle de pragas, como baratas e roedores;
- Uso de equipamentos de proteção pelos manipuladores;
- Validade e origem dos produtos;
- Documentação e alvarás exigidos pela legislação.
Como a ocupação de calçadas impacta a fiscalização
Além da higiene, a operação em Botafogo também vistoriou a ocupação de calçadas por bares e restaurantes, verificando o uso de mesas e cadeiras em áreas públicas.
A legislação do Rio de Janeiro permite essa ocupação, desde que o estabelecimento tenha Alvará de Licença específico, mantenha a TUAP em dia e preserve faixa livre mínima de 1,5 metro para pedestres.
Durante a ação, fiscais orientaram comerciantes a recolher mobílias colocadas de forma irregular, especialmente quando atrapalhavam o fluxo de quem passava a pé. Assim, a fiscalização sanitária se integra à organização do espaço urbano, buscando equilibrar o lazer em áreas boêmias com o direito de ir e vir da população.

Por que operações de fiscalização sanitária são recorrentes no Rio de Janeiro
As operações de fiscalização se tornaram recorrentes no Rio de Janeiro como estratégia de prevenção de surtos de doenças de origem alimentar e de preservação da ordem urbana.
Para o poder público, a fiscalização sanitária em bares e restaurantes funciona como ferramenta de controle e monitoramento constantes, especialmente em polos gastronômicos e áreas de entretenimento.
Para os estabelecimentos, essas ações representam um alerta permanente sobre a necessidade de manter higiene adequada, documentação regularizada e respeito às regras de uso do espaço público, impactando diretamente a qualidade do serviço oferecido à população.
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