CCJ da Alerj decidirá segunda-feira destino de Rodrigo Bacellar
Deputados analisarão manutenção da prisão e possível afastamento do presidente da Casa
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) se reunirá na próxima segunda-feira, 8, às 11h, para dar continuidade ao rito regimental que decidirá o futuro do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União).
Bacellar foi preso na quarta, 3, acusado de vazar informações sigilosas de uma operação que tinha como alvo o ex-deputado estadual TH Joias.
No mesmo dia, ocorrerá uma sessão plenária aberta ao público, na qual os deputados irão referendar, ou não, a prisão do parlamentar e deliberar sobre seu possível afastamento da presidência da Alerj.
O anúncio foi feito após o adiamento da reunião inicialmente marcada para esta sexta-feira, atendendo a um pedido da defesa de Bacellar, que alegou não ter recebido o prazo regimental de 48 horas para apresentar manifestação formal.
Os sete
A CCJ é composta por sete deputados estaduais.
O presidente, Rodrigo Amorim (União), é aliado e amigo pessoal de Bacellar.
O vice-presidente da comissão, Fred Pacheco (PMN), transita entre as duas frentes da Casa. Mas não é tão próximo de Bacellar como Amorim.
Além deles, há outros integrantes: Chico Machado (SDD), Luiz Paulo (PSD), Alexandre Knoploch (PL), Vinícius Cozzolino (União) e Elika Takimoto (PT).
Prisão de Bacellar
Bacellar foi preso na quarta, 2, suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, que culminou na prisão do ex-deputado estadual TH Joias em setembro.
A prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Além da prisão preventiva, a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão e um mandado de intimação para cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão.
Segundo a PF, a “atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun”.
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