Trabalhar com housekeeping na Irlanda vira opção atrativa para brasileiros
Turnos fixos garantem renda estável, mas o corpo sente no final da semana
O salário é um dos maiores atrativos que leva brasileiros para fora do país. O mínimo na Irlanda gira em torno de €13,50 por hora, e muitos hotéis em Dublin pagam um pouco acima disso em contratos de 40 horas semanais. Os turnos costumam ser fixos ou rotativos (como 7h às 15h30, 13h às 21h ou 8h30 às 17h), o que garante uma renda estável ao longo do mês.
Para quem divide um estúdio pequeno e leva uma rotina econômica, esse valor costuma cobrir aluguel, contas básicas, transporte, academia e alimentação. Em muitos casais, um salário é direcionado quase todo para as despesas, enquanto o outro pode ser guardado em boa parte, principalmente se o estilo de vida for simples, com poucas saídas e consumo moderado.
Housekeeping é uma boa porta de entrada para brasileiros?
Para quem chega à Irlanda sem inglês fluente, o housekeeping é uma das funções mais acessíveis. A exigência de idioma costuma ser baixa, o treinamento é feito no próprio hotel e o mais valorizado é a disposição para aprender, indicação interna e capacidade física para acompanhar o ritmo da equipe.
Muitos veem esse trabalho como um primeiro passo na Europa. Enquanto trabalham, estudam inglês, fazem cursos rápidos e se preparam para migrar para áreas como atendimento, barista, recepção de hotel ou setores administrativos. Com planejamento, é possível usar o housekeeping como trampolim para cargos com menos esforço físico e salário melhor.
Abaixo, veja um vídeo da AnaZanola contando sobre sua experiência de housekeeping na Irlanda:
Como é a rotina de trabalho nos hotéis de Dublin?
A rotina é intensa e cronometrada. O housekeeping cuida da limpeza de áreas públicas – como academia, corredores e recepção – e da higienização completa dos quartos, geralmente com cerca de 30 a 45 minutos por unidade. Em dias comuns, o número de quartos é mais controlado, mas em alta temporada, jogos ou grandes eventos, pode chegar a 12–24 quartos por funcionário.
Esse cenário de tempo curto, ambientes variados e cobrança por produtividade gera bastante pressão. Em hotéis maiores, a presença constante de gerentes e supervisores aumenta o controle de qualidade e a sensação de vigilância, o que pesa para muitos brasileiros que não estão acostumados a esse ritmo.
Qual o desgaste físico e mental esperado nessa função?
O trabalho exige muito do corpo: arrastar móveis, trocar enxoval pesado, fazer várias camas, agachar, subir e descer corredores empurrando carrinho de limpeza. Em semanas cheias, o cansaço físico aumenta, principalmente para quem nunca trabalhou com esforço contínuo.
Na saúde mental, os principais pontos de atenção são:
- Pressão por produtividade: metas diárias de quartos e checagens constantes.
- Controle de tempo: necessidade de cumprir o cronograma sem atrasos.
- Escala variável: folgas e horários que mudam, dificultando uma rotina fixa.
- Supervisão próxima: gerentes circulando e avaliando o serviço.
Quem cuida do sono, mantém alguma atividade física leve e usa o tempo livre para descanso e estudo tende a encarar melhor o período, especialmente se enxergar o trabalho como fase temporária e estratégica.

Como conseguir vaga em housekeeping e crescer depois?
O caminho mais comum para o primeiro emprego em hotel é a indicação. Amigos ou colegas que já trabalham na área costumam indicar novos funcionários. Mesmo sem experiência e sem inglês avançado, muitos hotéis treinam do zero: padrões de limpeza, uso de produtos, organização do carrinho e normas de segurança.
Depois da entrada, quem quer crescer costuma apostar em:
- Cursos rápidos: inglês, atendimento, barista, recepção, hotelaria e turismo.
- Networking: manter boas relações com colegas e supervisores.
- Oportunidades internas: ficar atento a vagas em recepção, lavanderia, supervisão ou administração.
- Planejamento: usar o salário para guardar dinheiro, estudar e não se acomodar.
Para quem planeja bem, o housekeeping na Irlanda pode ser um começo consistente: garante renda em euro, experiência internacional e tempo para construir um caminho profissional mais alinhado com seus objetivos.
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