Em despedida de Derrite, Tarcísio defende tolerância zero ao crime organizado
Governador enfatiza necessidade de resposta firme em despedida de secretário de Segurança Pública; delegado assume pasta
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acredita ter chegado a hora de “dizer ‘basta’ ao crime organizado, um basta que a gente está dando aqui no estado de São Paulo”. A afirmação foi feita na manhã desta segunda-feira, 1º, durante a solenidade de 134 anos do 1º Batalhão de Choque Tobias de Aguiar, evento que marcou a saída do Secretário da Segurança Pública (SSP), Guilherme Derrite (PP).
Derrite deixa o cargo para retomar suas atividades como deputado federal. Em seu lugar, assume o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, que anteriormente ocupava o posto de secretário-executivo, iniciando a transição na terça-feira, 2.
Balanço de mandato e contrapontos
Tarcísio elogiou a gestão de Derrite, que assumiu a SSP em 2022. O mandatário mencionou que o planejamento e o trabalho da equipe de segurança resultaram na redução de indicadores de criminalidade, como roubos, furtos e homicídios.
O governador também destacou a aplicação de recursos, e que se pode celebrar “mais de R$ 1 bilhão em infraestrutura, delegacias reformadas, construídas, 2.600 viaturas, 17 mil armas, 39 mil coletes”. Tarcísio afirmou que a gestão alcançou “os menores indicadores criminais da nossa história”.
Apesar dos índices de criminalidade geral apresentarem melhora, o período sob Derrite também se caracterizou pela piora no combate à letalidade policial e pelo crescimento da atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo apuração da Folha.
Em sua despedida, o secretário afirmou ter feito “um trabalho histórico”, focado em identificar e capturar líderes de organizações criminosas. “Para o desespero daqueles que veem bandidos como vítimas da sociedade, identificamos, prendemos e, quando necessário, neutralizamos centenas de líderes dessas organizações criminosas”, disse Derrite.
O agora ex-secretário da SSP lembrou ainda que um dos líderes do PCC, conhecido como Ferrugem, foi “neutralizado” no final de semana que antecedeu a solenidade. O plano estratégico da pasta, segundo ele, se baseou em três princípios: “Identificação, busca e captura de criminosos”.
Tarcísio elogia operação no Rio de Janeiro
O governador Tarcísio demonstrou apoio a iniciativas de força ao elogiar a Operação Contenção, conduzida no Rio de Janeiro. Essa ação mobilizou 2.000 policiais nos complexos do Alemão e da Penha para cumprir mandados contra integrantes do Comando Vermelho.
O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), também presente, foi citado por Tarcísio. A Operação Contenção resultou em 122 mortos, e é considerada a mais letal do país.
Tarcísio defendeu que a iniciativa carioca reforça “que não haverá território onde o Estado não entre”, e acrescentou que a operação contribuiu para a aprovação do projeto de lei Antifacção na Câmara, texto que Derrite relatou, considerado um presente às famílias brasileiras “que não aguentam mais viver subjugada pelo crime”.
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