Vorcaro deixa a cadeia após decisão judicial
O dono do Banco Master carregava uma Bíblia, usava uma camiseta branca, calças jeans e um boné com as iniciais LA, de Los Angeles
Daniel Vorcaro (foto) deixou a cadeia no fim da manhã deste sábado, 29. O dono do Banco Master carregava uma Bíblia, usava uma camiseta branca, calças jeans e um boné com as iniciais LA, de Los Angeles.
Vorcaro estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, e deixou as instalações prisionais por volta de 11h40, após decisão da desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
A decisão da desembargadora de soltar Vorcaro foi embasada, entre outras coisas, pelo fato de que o banqueiro avisou ao Banco Central que iria para Dubai tentar vender a instituição.
A defesa do banqueiro alegou “ausência de risco de fuga” e incluiu no pedido de liberdade um documento “que comprova que o paciente, em reunião por videoconferência com o Banco Central, na manhã de 17/11/2025, comunicou expressamente que viajaria a Dubai naquele mesmo dia para assinar a venda do banco”, registra a desembargadora em sua decisão.
Vorcaro seria preso um dia depois da videoconferência, em 18 de novembro, no aeroporto de Guarulhos.
Leia mais: O que Vorcaro disse ao Banco Central antes de tentar viajar para Dubai
Tornozeleira eletrônica
Livre da cadeia, Vorcaro será obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter qualquer tipo de contato com outros alvos da investigação, além de não poder se ausentar do município onde reside e de não poder exercer “atividade de natureza econômica/financeira”.
A decisão que o beneficiou foi estendida aos outros quatro detidos na Operação Compliance Zero: Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, também sócio da instituição; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do Master; e Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria do banco.
Vorcaro é apontado como o principal alvo da apuração que investiga uma suposta organização criminosa. O grupo seria responsável por ter promovido fraudes financeiras com um prejuízo estimado em pelo menos 10 bilhões de reais. O foco da investigação está na venda de créditos supostamente falsos realizada pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
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Comentários (4)
Junior
30.11.2025 06:09Até que demorou....kkkk
FRANCISCO
29.11.2025 20:47A possibilidade de ele fugir é muito maior do que o Bolsonaro tinha de fugir.
Eduardo
29.11.2025 14:40Alguém surpreso?
Clayton De Souza pontes
29.11.2025 14:03Como tem grana do BRB, e muitos poderosos atuando nesse negócio, bom que ele fique na área pra se explicar