Vídeo da Polícia Civil contesta versão de que morto na Maré era “queijeiro”
Corporação afirma que Bruno Paixão estava em bunker de observação de criminosos; Família garante que ele era "trabalhador"
A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou um vídeo rebatendo a narrativa de que Bruno Paixão, morto na quarta, 26, durante operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, era um vendedor de queijos da comunidade.
A família garante que Paixão trabalhava como queijeiro e teria sido alvejado pela polícia após gritar que era trabalhador.
No entanto, segundo a corporação, imagens aéreas mostram o homem dentro de um bunker de observação, orientando criminosos a deixarem o local durante a ação. No vídeo institucional, gravado a partir de um drone, a polícia rebate a versão divulgada nas redes:
“Ele foi morto trabalhando dentro da kombi ou coordenando um bunker de observação e contenção armada dos narcoterroristas? Acompanhe a sequência do que realmente ocorreu. Ontem [quarta-feira, 26], no Complexo da Maré, um criminoso armado de fuzil passa. Veja a audácia, um ponto de contenção armada e de observação é usado por terroristas ao lado de uma creche. O “falso queijeiro” dá orientações por telefone, mandando os bandidos “vazarem”, diz trecho da narração do vídeo.
A Polícia também compartilhou um segundo vídeo em que criminosos fazem uma mulher e uma criança de colo de refém.
“Em outro vídeo, do drone da polícia, veja a crueldade dos bandidos. Eles fazem uma mulher e uma criança de colo de refém. A mesma equipe da Core, que neutralizou o grupo que estava com o queijeiro, de forma cirúrgica, toma conta da situação e prende o criminoso. Mais uma vez, quem não reage, não é neutralizado. A escolha é dos bandidos. A verdade aparece por si só”, diz.
Operação
A operação realizada na quarta, 26, na altura da Vila do João, no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, para impedir confronto entre facções rivais.
Segundo a corporação, a ação foi baseada em “informações de inteligência que indicaram a movimentação de narcotraficantes” que se preparavam para invadir uma comunidade rival.
Três criminosos apontados como segurança de um chefe de uma facção criminosa “foram neutralizados”.
Leia mais: Operação na Maré “impediu uma guerrilha urbana”, diz Polícia Civil
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Comentários (1)
Annie
28.11.2025 10:16Se não tem as imagens a globes já estaria incriminando os policias.