Prisão de Bolsonaro dificulta pacificação, diz Frente Parlamentar Evangélica
O grupo disse que decisões dessa natureza, tomadas “sem absoluta observância do princípio da proporcionalidade”, aprofundam divisões
A Frente Parlamentar Evangélica divulgou nota neste domingo, 23, criticando a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmando que a medida agrava tensões políticas e compromete a confiança da população nas instituições.
O grupo, que reúne uma das maiores bancadas temáticas do Congresso, disse que decisões dessa natureza, tomadas “sem absoluta observância do princípio da proporcionalidade”, aprofundam divisões e dificultam “o caminho da pacificação social”, criando um ambiente de “insegurança jurídica”.
Na manifestação, a frente – presidida pelo deputado federal Gilberto Nascimento (PSD-SP, foto) – expressa solidariedade ao ex-presidente e à sua família e sustenta que todo cidadão tem direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.
O texto afirma ainda que essas garantias devem ser observadas especialmente no caso de um “idoso, com saúde debilitada, e que não apresenta qualquer risco de fuga”.
“O país vive um momento de elevada tensão, e medidas dessa natureza, tomadas sem absoluta observância do princípio da proporcionalidade, agravam divisões e comprometem a confiança da população nas instituições, e dificultam o caminho da pacificação social, gerando um ambiente de insegurança jurídica”, diz a frente parlamentar.
“Manifestamos nossa solidariedade a ele [Bolsonaro] e à sua família, reafirmando que todo cidadão tem direito ao devido processo legal, à ampla defesa, ao contraditório e a um tratamento compatível com as garantias previstas na Constituição da República, especialmente um idoso, com saúde debilitada, e que não apresenta qualquer risco de fuga”, declaram os congressistas.
Lula também comenta prisão de Jair Bolsonaro
O presidente Lula disse, neste domingo, 23 que “todo mundo sabe” o que o ex-presidente Jair Bolsonaro fez, e que a Justiça tomou a decisão que lhe cabia ao condenar o ex-mandatário.
A fala ocorreu durante entrevista coletiva em Joanesburgo, na África do Sul. Lula participa da Cúpula de Líderes do G20, e foi questionado sobre a prisão de Bolsonaro neste sábado, 22, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
“Eu não faço comentário sobre uma decisão da Suprema Corte. A Justiça tomou uma decisão, ele foi julgado, ele teve todo o direito à presunção de inocência, foram praticamente dois anos e meio de investigação, de delação, de julgamento. Ou seja, então, a Justiça decidiu, está decidido, ele vai cumprir com a pena que a Justiça determinou e todo mundo sabe o que ele fez”, disse o petista aos jornalistas.
Lula foi questionado ainda sobre o relacionamento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que fez retaliações ao Brasil e a ministros do STF em razão do julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe.
“Acho que o Trump tem que saber que nós somos um país soberano, que a nossa Justiça decide e o que decide aqui está decidido”, completou o presidente brasileiro.
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Comentários (1)
Annie
24.11.2025 10:38Não é a bancada evangélica que vai votar no bessias?