Bolsonaristas e petistas entram em confronto na sede da PF
A confusão começou quando um petista abriu uma garrafa de espumante para comemorar a prisão do ex-presidente da República
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente Lula entraram em confronto na tarde deste domingo, 23, na porta da sede da Polícia Federal, em Brasília. A Polícia Civil do Distrito Federal foi obrigada a intervir e teve que usar spray de pimenta para conter os manifestantes.
A confusão começou quando um petista abriu uma garrafa de espumante para comemorar a prisão do ex-presidente da República. Os apoiadores de Jair Bolsonaro, então, cercaram o manifestante petista e começou a confusão.
A polícia chegou em seguida e espirrou spray de pimenta. Todos foram contidos.
Além disso, neste domingo, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), protocolou representação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitando o aprofundamento das investigações sobre o episódio em que Jair Bolsonaro teria tentado romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.
Segundo o parlamentar, o ato do ex-presidente foi “consciente, direcionado e incompatível com qualquer acidente ou falha”, rejeitando a alegação de surto e a negativa de intenção de fuga.
No documento, Lindbergh pede que o STF determine perícia imediata no equipamento, acesso às imagens do condomínio onde Bolsonaro cumpre medidas judiciais e identificação de todas as pessoas que estiveram na residência nas 72 horas anteriores ao episódio. Para o deputado, esses elementos podem esclarecer se houve tentativa deliberada de burlar o monitoramento judicial.
O líder petista também solicitou apuração sobre a vigília convocada por Flávio Bolsonaro na véspera do episódio. Lindbergh afirma que a mobilização “não tinha nada de religiosa”, mas seria uma “massa de manobra criada para dificultar a ação policial caso a violação da tornozeleira fosse bem-sucedida”.
A representação menciona ainda declarações de Eduardo Bolsonaro após a prisão do pai, quando o deputado afirmou que acusados dos atos de 8 de janeiro, como o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, “deveriam fugir”. Para Lindbergh, a fala configura incentivo à desobediência e à obstrução da Justiça.
Uma atuação coordenada de Jair Bolsonaro e dos filhos?
O parlamentar pede que o ministro investigue se Jair, Flávio e Eduardo Bolsonaro atuaram de forma coordenada e não descarta a participação de terceiros, caso identificados no decorrer das apurações.
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Comentários (3)
Emerson
24.11.2025 15:47Entra em confronto por causa de políticos é extremamente patético .
Osmair Mendonça
23.11.2025 18:43O lindinho está com abstinência de amante .
Eliane ☆
23.11.2025 18:31"Lindinho ", contenha -se .