Depois de Gaza, Trump tenta a paz na Ucrânia
Delegação ucraniana está negociando com aliados europeus em Genebra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), está pressionando para que aliados europeus e a Rússia aceitem um plano de paz para a Ucrânia.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, publicou no X no sábado, 22, uma mensagem falando da proposta de paz.
“A proposta de paz foi elaborada pelos EUA. Foi oferecida como uma estrutura sólida para negociações em curso. Baseia-se em informações fornecidas pela Rússia, mas também em informações anteriores e atuais da Ucrânia“, escreveu Rubio.
Rubio postou a mensagem comentando uma publicação anterior dele, de quarta, 19, em que dizia: “Para pôr fim a uma guerra complexa e mortal como a da Ucrânia, é necessário um amplo intercâmbio de ideias sérias e realistas. E alcançar uma paz duradoura exigirá que ambos os lados concordem com concessões difíceis, mas necessárias. É por isso que estamos desenvolvendo e continuaremos a desenvolver uma lista de ideias potenciais para o fim desta guerra, com base nas contribuições de ambos os lados do conflito“.
Reuniões em Genebra
Neste domingo, 23, o chefe de gabinete da Ucrânia Andriy Yermak publicou uma mensagem no X falando sobre negociações em Genebra, na Suíça.
“A delegação ucraniana, nomeada pelo presidente Volodymyr Zelensky, iniciou os trabalhos em Genebra. Realizou-se a primeira reunião com os conselheiros de segurança nacional dos líderes da Grã-Bretanha, França e Alemanha: Jonathan Powell, Emmanuel Bonn e Gunther Sautter. A próxima reunião será com a delegação dos EUA“, escreveu Yermak.
“Estamos sendo muito construtivos. De modo geral, estão previstas várias reuniões em diferentes formatos para hoje. Continuamos a trabalhar em conjunto para alcançar uma paz sustentável e justa para a Ucrânia.”
Zelensky também falou das conversas no X: “Atualmente, as equipes que trabalharão nas medidas para pôr fim à guerra estão reunidas na Suíça. É positivo que a diplomacia tenha sido revigorada e que o diálogo possa ser construtivo. As equipes ucraniana e americana, assim como as equipes de nossos parceiros europeus, estão em contato próximo, e espero que haja um resultado. O derramamento de sangue deve ser interrompido e devemos garantir que a guerra jamais seja reacendida. Aguardo os resultados das conversas de hoje e espero que todos os participantes sejam construtivos. Todos precisamos de um resultado positivo“.
Zelensky vai aceitar?
Na sexta, 21, Zelensky fez uma declaração à nação, sinalizando o que pode fazer em relação ao plano de paz proposto pelo governo Trump para encerrar a invasão russa iniciada em 24 de fevereiro de 2022.
Falando na rua em frente ao seu escritório, um local usado apenas para discursos importantes, Zelensky disse que o país está diante de um dos momentos mais difíceis de sua história.
“A pressão sobre a Ucrânia é imensa. A Ucrânia pode se ver diante de uma escolha muito difícil: perder a dignidade ou correr o risco de perder um parceiro fundamental. Ou enfrentar os difíceis 28 pontos, ou um inverno extremamente rigoroso – o mais difícil – e outros riscos. Uma vida sem liberdade, sem dignidade, sem justiça. E ainda temos que acreditar em quem já nos atacou duas vezes”, afirmou Zelensky.
“Eles esperam uma resposta nossa. Embora, na verdade, eu já a tenha dado. Em 20 de maio de 2019, ao prestar juramento de fidelidade à Ucrânia, declarei, em particular: ‘Eu, Volodymyr Zelensky, eleito pela vontade do povo como Presidente da Ucrânia, comprometo-me, com todas as minhas ações, a defender a soberania e a independência da Ucrânia, a defender os direitos e as liberdades dos cidadãos, a respeitar a Constituição e as leis da Ucrânia, a cumprir meus deveres no interesse de todos os compatriotas e a elevar a autoridade da Ucrânia no mundo.’ Para mim, isso não é uma mera formalidade protocolar – é um juramento. E todos os dias sou fiel a cada palavra dele. E jamais o trairei. O interesse nacional ucraniano deve ser levado em consideração.”
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Comentários (2)
MARCEL SILVIO HIRSCH
23.11.2025 16:03A Ucrânia não deve se render. Se Trump quer lamber o traseiro de Putin, o problema é de Trump, não de Zelensky.
Gustavo Nascimento
23.11.2025 11:09A Ucrânia não invadiu ou atacou a Russia.. não é paz justa. Seria rendição