Não há mais enriquecimento de urânio no Irã, diz chanceler
Segundo ministro, suspensão não decorre de mudança de política nuclear, mas da destruição das plantas atacadas em junho
O chanceler iraniano Abbas Araghchi (foto) afirmou neste domingo, 16, que o Irã não realiza mais qualquer atividade de enriquecimento de urânio. A declaração foi feita durante uma conferência em Teerã e marcou o posicionamento mais direto do regime desde os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas, em junho deste ano.
Segundo Araghchi, a suspensão não decorre de uma mudança de política nuclear, mas da destruição das plantas atacadas.
“Não há enriquecimento nuclear não declarado no Irã. Todas as nossas instalações estão sob as salvaguardas e monitoramento da Agência Internacional de Energia Atômica”, afirmou.
“Não há enriquecimento neste momento porque nossas instalações — nossas instalações de enriquecimento — foram atacadas.”
Negociações e impasse com Washington
O ministro disse que Teerã continua disposto a retomar o diálogo com Washington, mas condicionou qualquer avanço a uma mudança de postura dos Estados Unidos. Segundo Araghchi, a mensagem iraniana permanece “clara”.
“O direito do Irã ao enriquecimento, ao uso pacífico da tecnologia nuclear, incluindo o enriquecimento, é inegável. Temos esse direito e continuamos exercendo esse direito”, disse.
Ele acrescentou que espera o reconhecimento internacional de que esse é “um direito inalienável do Irã”.
Araghchi criticou a abordagem americana e afirmou que ela não demonstra disposição para “negociações iguais e justas”.
“O que vimos dos americanos até agora tem sido, na verdade, um esforço para ditar suas exigências, que são maximalistas e excessivas.”
Ataques
Os ataques de junho atingiram três centros estratégicos — Fordow, Natanz e Isfahan — com bombas anti-bunker de alta potência.
Imagens de satélite indicaram danos significativos, embora a profundidade das instalações sob montanhas dificulte a avaliação do impacto total.
O Irã vinha enriquecendo urânio a 60%, um nível próximo ao grau militar. Teerã argumenta que seu programa tem fins pacíficos, embora potências ocidentais e a Agência Internacional de Energia Atômica afirmem que o país manteve um projeto militar.
A escalada levou países europeus a defender o restabelecimento de sanções da ONU em setembro. Nesta semana, a diretoria da AIEA analisará uma nova resolução que cobra maior cooperação de Teerã.
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Comentários (2)
Marian
16.11.2025 18:08Não acredito, mas espero que não esteja mentindo, porque a mentira é um pecado grave também no Alcorão.
ANDRÉ MIGUEL FEGYVERES
16.11.2025 15:08O Irã, uma ditadura medieval, terrorista, sanguinária, e retrógada não tem direito a qualquer concessão do mundo civilizado. Ainda mais com os ayatoláhs no poder. Eles não conseguem enriquecer urânio? Dúvido, mas se não conseguirem o Lula, traidor da pátria brasileira, consegue enriquecer para Kameney a preços módicos...O que aviões e navios iranianos vieram fazer aqui no Brasil recentemente?