Trump reduz tarifas sobre café, carne bovina e produtos agrícolas
Presidente americano assinou ordem executiva nesta sexta, 14
O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira, 14, uma ordem executiva reduzindo tarifas sobre diversos produtos agrícolas.
Os itens beneficiados são: café, chá, frutas tropicas, suco de frutas, cacau, especiarias, carne bovina, bananas, laranjas, tomates e fertilizantes adicionais.
O decreto se aplica apenas à alíquota de 10% das chamadas “tarifas recíprocas” impostas em abril a todos os países. A sobretaxa de 40% sobre o Brasil segue em vigor.
Segundo o documento, a medida foi tomada porque esses produtos não são cultivados ou produzidos em grande escala nos Estados Unidos, o que justificaria a exclusão das chamadas tarifas recíprocas.
“Por exemplo, muitos dos acordos comerciais anunciados e das negociações em curso envolvem países que produzem volumes substanciais de produtos agrícolas que não são cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos Estados Unidos. Presidente determinou, portanto, que certos produtos agrícolas deixarão de estar sujeitos às tarifas recíprocas. Alguns desses produtos incluem:
- café e chá;
- Frutas tropicais e sucos de frutas;
- cacau e especiarias;
- bananas, laranjas e tomates;
- carne bovina; e
- fertilizantes adicionais (alguns fertilizantes nunca foram sujeitos às tarifas recíprocas).”
O Brasil, por exemplo, é o maior fornecedor de café para os EUA e um dos principais de carne.
Otimismo
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou na quinta, 13, que os Estados Unidos querem “resolver rapidamente as questões bilaterais” com o Brasil, após uma reunião com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em Washington, para tratar do ‘tarifaço’.
Segundo o chanceler brasileiro, o governo Trump deve responder nesta sexta-feira, 14, ou na “próxima semana”, a uma proposta apresentada pelo Brasil após receber uma “lista de temas” de Washington no encontro anterior.
Vieira afirmou também que Brasil e Estados Unidos desejam chegar a um acordo provisório até “o fim deste mês, ou no início do mês que vem”, que estabeleça um “mapa do caminho” para a negociação completa.
“Ele disse que hoje comentou com o presidente [Donald] Trump que iria se reunir comigo e o presidente manifestou a situação de resolver rapidamente e de manter uma bola relação com o Brasil. Disse que gostou muito da reunião que teve com o presidente Trump [no caso, Lula] na Malásia e reafirmou o que tinha sido proposto, já nas reuniões técnicas, de se chegar a um acordo provisório até o fim desse mês, ou princípio do mês que vem, que estabelecesse um mapa do caminho para uma negociação que poderia durar dois meses ou três meses. Para, então, se concluir todas as negociações entre os dois países. Mas o importante é dizer que é uma demonstração do interesse do governo americano e do secretário de Estado de solucionar todas as questões ainda pendentes com o Brasil”, disse.
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