EUA fecham acordos preliminares com Argentina e mais três países
Casa Branca prevê conclusão de negociações em duas semanas; Novos entendimentos fortalecem itens americanos na região
A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira, 13, que os Estados Unidos chegaram a acordos preliminares de comércio com Argentina, El Salvador, Equador e Guatemala.
Segundo o governo Trump, os acordos devem ser formalizados nas próximas duas semanas e vão abrir mercados para a produção agrícola e industrial dos EUA. Em troca, os quatro países se comprometeram a não adotar impostos sobre serviços digitais de big techs.
Apesar dos acordos, a Casa Branca afirmou que as tarifas aplicadas aos quatro países permanecerão as mesmas, com alívio em algumas áreas, entre elas a importação de bananas, cacau e café.
O Brasil não foi citado nos acordos.
Os comunicados conjuntos também destacam que os países latino-americanos reforçarão o combate à pirataria, além de ampliar o acesso a produtos americanos.
Em contrapartida, terão redução tarifária para determinados bens.
Argentina
No caso da Argentina, o governo de Javier Milei, segundo a Casa Branca, abriu seu mercado para gado vivo dos Estados Unidos, e se comprometeu a permitir a entrada de aves americanas em até um ano.
Além disso, Buenos Aires concordou em não restringir produtos que usem determinados termos ligados a queijos e carnes.
O país ainda vai simplificar o processo de registro de produtos de carne bovina dos EUA, incluindo cortes, derivados, miúdos e de carne suína.
A Argentina deixará de exigir registro para importações de produtos lácteos americanos. A mudança é significativa, já que a Argentina é um dos maiores produtores de carne bovina do mundo.
Já os Estados Unidos vão remover tarifas sobre insumos naturais e produtos farmacêuticos não patenteados.
Equador
No caso do Equador, o acordo reduz ou elimina tarifas sobre máquinas, veículos, produtos de saúde, tecnologia e itens agrícolas dos EUA.
O governo de Daniel Noboa criará cotas tarifárias para outros bens e acelerará reformas em licenças e registros de importação de alimentos.
Em contrapartida, os EUA se comprometeram a eliminar tarifas sobre produtos equatorianos que não competem com a produção doméstica.
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