Cidade no interior de SP se torna palco de disputa sangrenta entre PCC e CV
Facções criminosas transformaram Rio Claro, com 200 mil habitantes, em novo cenário de guerra em São Paulo
Com 200 mil habitantes, a cidade de Rio Claro, no interior de São Paulo, tem se transformado em um território de disputa sangrenta entre as duas maiores facções do pais: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o município registrou 24 homicídios dolosos e oito execuções apenas neste ano, um aumento de 26,3% em relação a 2024. O
O índice de assassinatos em Rio Claro chega a 11,92 por 100 mil habitantes, quase três vezes acima da média estadual, que atualmente está em 4,09.
Localização estratégica
A escalada da violência tem relação direta com a posição geográfica estratégica do município.
A cidade está cortada por importantes rodovias, como a Anhanguera, a Bandeirantes e a Washington Luís, que facilitam o transporte de drogas e armamentos.
Historicamente, a região nunca teve uma facção criminosa hegemônica.
Além da presença das grandes facções, o PCC também enfrenta resistência de grupos criminosos menores.
Divisões
Segundo o G1, a fragilidade do PCC em Rio Claro abiu espaço para a formação de alianças e rivalidades.
Um dos grupos menores é o ‘Bonde do Magrelo’, formado por dissidentes do PCC e ligados ao CV.
Uma evidência do avanço do CV no interior paulista foi a descoberta, em março deste ano, de uma base logística da facção carioca em Hortolândia, a cerca de 80 km de Rio Claro.
Homicídios
Em novembro de 2024, um quádruplo homicídio e uma execução dentro de um supermercado, em dezembro, foram associados à disputa territorial entre o PCC e o CV.
De acordo com as investigações, o Comando Vermelho na região seria chefiado por Leonardo Felipe Panono Scupin Calixto, conhecido como “Bode”, tendo Edvaldo Luís Lopes Júnior (“Grão”) como seu braço direito.
Ambos teriam sido marcados para morrer pelo PCC, o que fez com que “Bode” fugisse para o Rio de Janeiro.
O diretor do departamento, Kleber Altale, afirmou que há uma força-tarefa para conter o avanço do crime organizado.
“A Polícia Civil tem fortalecido as investigações em Rio Claro, com apoio do Ministério Público e da Polícia Militar. Estamos somando esforços para dar a melhor resposta possível”, garantiu.
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Comentários (1)
MARCOS
11.11.2025 15:16DEIXEM ELES SE MATAREM.