“Chegou onde chegou pela falta de coragem de governantes”, diz Tarcísio sobre Rio
Governador paulista elogia operação contra o Comando Vermelho e afirma que cenário se assemelha a "uma guerra civil”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), responsabilizou antigos governantes do Rio de Janeiro pelo atual cenário de criminalidade no Estado.
Em entrevista ao Flow Podcast, Tarcísio afirmou que faltaram “coragem” e “ação” aos antecessores do governador Cláudio Castro, a quem elogiou pela megaoperação realizada, em 28 de outubro, contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão.
“Então, Igor [Coelho, apresentado], mantive bastante contato com Cláudio Castro nesse período, até para prestar apoio, prestar solidariedade. Porque eu acho que tem que ter muita coragem para fazer esse enfrentamento. É um enfrentamento super difícil. Se a gente for analisar a história, o Rio chegou onde chegou pela falta de coragem, pela falta de ação de governantes que passaram por lá. Pela decisão que foi tomada“, disse.
Tarcísio, que é natural do Rio de Janeiro, também comparou a situação do estado a uma guerra civil.
“A gente não está mais no Rio de Janeiro falando de combate de polícia contra ladrão. A gente está falando de uma força irregular, a gente está falando de combate de média intensidade, de alta intensidade, enfrentamentos de valor companhia, valor batalhão como foi o caso deste enfrentamento que aconteceu. Você tinha dois mil e quinhentos homens mobilizados pela Polícia Militar e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e do lado de lá você tinha mais de mil criminosos nesses enfrentamentos. Então, é uma situação de guerra civil.”
Grupos terroristas
O governador paulista defendeu, nesta semana, a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas.
Tarcísio destacou a importância da atuação do Congresso Nacional na aprovação do projeto de lei que trata do tema, de relatoria de seu secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite.
“Precisamos reforçar a atuação junta o Congresso Nacional para aprovar uma série de medidas que, por exemplo, favoreçam o perdimento de bens, nos facilitem ter acesso aos bens dos criminosos, a punição, a impedir o criminoso de pagar, por exemplo, o advogado com recursos que são de origem ilícita. Então, tem algumas questões que a gente precisa trabalhar.
O presidente da Câmara vai cuidar, junto com o presidente do Senado. Obviamente, o Derrite vai ajudar. Ele vai ser liberado nesta semana ou na próxima para já relatar esse projeto que está na mão, que é o projeto do Danilo Fortes, que é para classificar determinadas ações de facções criminosas como ações terroristas, classificar como terrorismo. Acho que a sociedade está esperando uma resposta”, disse o governador paulista na segunda-feira, 3, durante um evento de entrega de habitações populares na Zona Leste de São Paulo.
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