Sargento do Bope salvou colega antes de morrer em megaoperação
Cleiton Serafim Gonçalves foi um dos quatro policiais mortos durante a megaoperação contra a expansão territorial do Comando Vermelho
O governo do Rio de Janeiro compartilhou nesta segunda-feira, 3, imagens do sargento Cleiton Serafim Gonçalves, do Bope, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, que salvou um colega antes de morrer na megaoperação Contenção, deflagrada na terça, 28, nos complexos do Alemão e da Penha contra a expansão territorial do Comando Vermelho (CV).
Segundo governo fluminense, Serafim Gonçalves “ajudou a resgatar o parceiro, improvisando uma maca, descendo o morro com o corpo nos braços, enquanto o perigo ainda rondava por todos os lados”.
O policial resgatado sobreviveu, mas o sargento do Bope foi atingido horas depois por traficantes do CV e morreu.
“Ele e outros bravos guerreiros deram a vida em nome da missão de combater o crime.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro sabe da importância desses homens.
Homens que honraram a farda, que lutaram até o fim, que mostraram que o verdadeiro herói é aquele que não abandona o amigo ferido.
O nome deles, o sacrifício deles, jamais será esquecido”, disse o governo do Rio no Instagram.
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Policiais mortos na megaoperação
Quatro policiais — dois civis e dois militares — morreram durante a Operação Contenção.
São eles: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, Rodrigo Velloso Cabral, Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca.
“Temos muita tranquilidade de defendermos tudo que fizemos ontem. Queria me solidarizar com a família dos quatro guerreiros que deram a vida para salvar a população. De vítima ontem lá, só tivemos esses policiais”, afirmou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, na quarta, 29, um dia após a operação nos complexos do Alemão e da Penha.
Operação Contenção
No último balanço da Operação Contenção, a Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que os agentes apreenderam 118 armas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver, além de 14 artefatos explosivos, carregadores, munições e drogas.
Foram 117 “narcoterroristas neutralizados”.
Dos 115 que já foram identificados, 59 tinham mandados de prisão em aberto e 97 apresentavam histórico criminal relevante.
Dois dos criminosos ainda não foram identificados por não possuírem registros papiloscópicos, de arcada dentária ou de DNA.
“As investigações apontam que 95% dos mortos tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho e 54% eram de outros estados – incluindo chefes de organizações criminosas oriundos do Pará, Bahia, Amazonas, Goiás, Maranhão e Espírito Santo, entre outros”, segundo a pasta.
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