PF “vai abrir ‘inquérito macro’ contra facções do Rio”, diz Lewandowski
Investigação seguirá os mesmos moldes da Operação Carbono Oculto, que mirou um esquema de lavagem de dinheiro do PCC
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou nesta quinta-feira, 30, que a Polícia Federal (PF) vai instaurar um “inquérito macro” para investigar as facções criminosas do Rio de Janeiro, após a megaoperação realizada contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e Alemão.
Segundo ele, o novo inquérito seguirá os mesmos moldes da Operação Carbono Oculto, que mirou em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio do setor de combustíveis e fintechs.
“Ele [diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues] anunciou que vai abrir um inquérito macro, uma espécie de inquérito guarda-chuva, como aconteceu no caso de combustíveis. [Nesse caso] nós fizemos um grande inquérito, abarcando todas as investigações e acabou resultando naquela operação Carbono Oculto, que se lavava dinheiro por meio do setor financeiro e bancário. Não há uma bala de prata para acabar com o crime organizado”, disse Lewandowski.
A medida atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que exige atuação permanente da PF no combate às facções com ramificações interestaduais e internacionais.
“A Polícia Federal deverá investigar indícios concretos de crimes com repercussão interestadual e internacional e que exigem repressão uniforme, bem como garantir equipe de dedicação exclusiva com a finalidade de atuação permanente e dedicada à produção de inteligência e à condução de investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no Estado e suas conexões com agentes públicos, sem prejuízo da possibilidade de atuação conjunta aos órgãos e forças de segurança estaduais”, diz trecho do acórdão do STF.
Escritório de Combate ao Crime Organizado
Na quarta, 30, Lewandowski e o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), anunciaram a criação do Escritório de Combate ao Crime Organizado, que reunirá autoridades dos governos estadual e federal.
O grupo será comandado pelo secretário de Segurança Pública, Victor Santos, e pelo secretário nacional de Segurança Pública Mário, Luiz Sarrubbo.
Durante a coletiva, Lewandowski colocou à disposição do estado profissionais especializados.
“Colocamos à disposição do governador e das autoridades de segurança peritos criminais que podem ser mobilizados pela Força Nacional e também de outros estados. Médicos legistas, odontólogos, peritos. Também temos bancos de dados no que diz respeito a DNA, balística, tudo isso estamos colocando à disposição do governador”, afirmou.
“Estamos enfrentando um problema muito sério, não só aqui no Rio de Janeiro, mas que se espalha por todo o país. Por isso, vamos reunir todos os nossos esforços, investir recursos materiais e humanos para enfrentá-lo da forma mais coordenada possível. Claro que essas forças-tarefa, esses escritórios, surgem por um tempo, são emergenciais. Mas, tendo em vista o empenho de todos nós, teremos em breve bons resultados”, acrescentou.
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Comentários (5)
Emerson
30.10.2025 22:49E depois de tudo isso eles vão chegar a conclusão que o traficante é vitima do usuário.
Fabio B
30.10.2025 20:07Querem apostar que o inquèrito será na verdade para defender as facções criminosas e para impedir outras operações?
MARCEL SILVIO HIRSCH
30.10.2025 17:31As palavras de petistas valem alguma coisa?
saul simoes junior
30.10.2025 16:48Já alugaram o prédio (%) de frente para o mar no Leblon, compraram os aparelhos de ar condicionado(%), os móveis de grife (%), as geladeiras (%), contraram 500 aspones para 2025 e a cada ano mais 500, e serviçais para cafés, lanches com lagostas e vinhos raros. Aí quando tudo estiver funcionando serão gerados os relatórios. Um dos gerentes é o ex-procurador geral de SP que nunca denunciou ninguém. Portanto já sabemos desde já quem é será o responsável do fracasso do "escritório" o secretário de segurança do Rio, ou seja, aquele que comandou a operação que funcionou. O inquérito da operação carbono foi a policia de SP que fez é só fumaça.
GIL FERREIRA FERNANDEZ
30.10.2025 16:43Mas, só agora?