Polícia prende filho de foragido n° 1 do PCC
Além do filho de Sérgio Luiz de Freitas Filho, o Mijão, a polícia prendeu o influenciador Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro
A Operação OFF White, deflagrada nesta quinta-feira, 30, em Campinas, no interior de São Paulo, prendeu Sérgio Luiz de Freitas Neto, filho de Sérgio Luiz de Freitas Filho, o Mijão, foragido número 1 do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O filho de Mijão é investigado por lavar dinheiro para o pai.
Além dele, foi preso Eduardo Magrini, o Diabo Loiro, que se define como influenciador digital e produtor rural.
Com 105 mil seguidores, ele ostenta fotos com carros de luxo, em viagens e rodeios nas redes sociais.
Diabo Loiro tem passagens por homicídio, formação de quadrilha, receptação e uso de documentos falsos.
Operação Off White
A Operação Off White foi deflagrada para combater esquemas de lavagem de dinheiro operados por empresários, traficantes de drogas e integrantes do PCC.
“A partir do material coletado durante as Operações Linha Vermelha e Pronta Resposta, os promotores de justiça detectaram sólidas conexões entre esses alvos. Essas conexões revelaram diversas transações econômicas nas quais a origem criminosa dos valores negociados havia sido ocultada ou dissimulada pelos envolvidos”, afirmou o MPSP.
“Através da investigação, foi apurado que eles vinham, há anos, amealhando capital e patrimônio oriundo do tráfico de drogas. E, para ocultar a origem ilícita desses valores, vinham utilizando diferentes estratégias e artifícios, incluindo a mescla dos valores decorrentes do tráfico de drogas com valores provenientes de atividades empresariais lícitas. Contudo, em dado momento da existência do grupo criminoso, iniciou-se uma série de desavenças negociais entre seus membros, potencializadas pelas Operações Linha Vermelha e Pronta Resposta. Foi justamente nesse contexto que os investigados concretizaram diversas transações imobiliárias e financeiras visando a dissipar seu patrimônio e a ocultar os verdadeiros beneficiários e a origem criminosa dos bens e valores”, acrescentou.
O juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Campinas, expediu nove mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão, além de determinar a aplicação de outras medidas cautelares e o sequestro/bloqueio de 12 imóveis de alto padrão e de valores existentes em instituições bancárias.
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