“Meu maravilhoso aliado e amigo”: a sintonia entre a primeira-ministra do Japão e Trump
Jornalista britânico em Tóquio descreve elogios públicos e acordo de minerais
Elogios mútuos, foto lado a lado dentro de um helicóptero militar em Yokosuka e promessa de indicação ao Nobel marcaram a aproximação entre Sanae Takaichi e Donald Trump.
Philip Patrick, no portal The Free Press, analisou a nova relação entre os líderes no artigo “Como a dama de ferro do Japão conquistou Trump”.
Takaichi escreveu no X que Trump é “meu maravilhoso aliado e amigo” após um único dia de agenda. Trump chamou Takaichi de “fantástica” e “linda” e afirmou que “ficamos muito amigos de repente”.
Ela falou em “uma nova idade de ouro” para a aliança e prometeu indicá-lo ao Nobel da Paz por “realizações históricas sem precedentes”.
Patrick compara o momento ao vínculo entre Margaret Thatcher e Ronald Reagan.
Takaichi é descrita como admiradora da ex-chefe de governo britânica e adepta do visual “azul tory com pérolas”, enquanto Trump atua com gestos amplos e apelo popular.
O autor registra afinidade em pautas de imigração e soberania. Takaichi é apresentada como a líder mais conservadora desde Shinzo Abe, com lema “Japão em primeiro lugar”, próximo das prioridades de Trump.
Takaichi afirmou que antecipará em dois anos a meta de destinar 2% do PIB à defesa, compromisso já assumido por governos anteriores.
As tarifas dos Estados Unidos seguem citadas como tema sensível no Japão, mesmo após redução negociada neste ano por emissário do então primeiro-ministro Shigeru Ishiba. O assunto permanece na pauta bilateral.
China e Coreia do Norte apareceram como destinatários da mensagem. Patrick informa que Takaichi e Trump assinaram acordo para garantir suprimento de minerais de terras raras, em resposta a controles de exportação reforçados por Pequim.
A agenda incluiu encontro com famílias de japoneses sequestrados pela Coreia do Norte nas décadas de 1970 e 1980.
O autor aponta desdobramentos imediatos. Trump se reúne com Xi Jinping em Busan nesta semana, e “a aparência de uma aliança sólida” com a primeira-ministra japonesa “pode” servir de alavanca nas conversas com Pequim.
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