Trump reduz tarifas após reunião com Xi Jinping na Coreia do Sul
Acordo inclui combate ao fentanil, liberação temporária de exportações e retomada de compras agrícolas
O presidente dos Estados Unidos anunciou a redução imediata das tarifas sobre produtos chineses de 57% para 47% após reunião com o líder chinês Xi Jinping na base aérea de Gimhae, na Coreia do Sul.
Foi o primeiro encontro presencial entre os dois em seis anos e resultou em um acordo temporário para aliviar a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.
De acordo com a Casa Branca, a China se comprometeu a endurecer o controle sobre a exportação de produtos químicos usados na produção de fentanil, em troca da redução tarifária.
O governo chinês também suspenderá por um ano as restrições às exportações de terras raras, minerais essenciais para a indústria de tecnologia, energia e defesa.
Trump declarou que a reunião foi “excelente” e disse acreditar que um acordo comercial mais amplo poderá ser assinado “em breve”.
O Ministério do Comércio da China confirmou os termos do entendimento e anunciou a retomada de compras de soja dos Estados Unidos, medida que deve aliviar agricultores americanos afetados pela queda nas exportações.
Para o governo americano, o acordo traz alívio imediato, mas não altera as divergências estruturais que sustentam a rivalidade entre os dois países.
Trump afirmou ainda que discutiu com Xi possíveis ações conjuntas para “encerrar a guerra na Ucrânia”, mas disse que o tema Taiwan não foi abordado.
Ele confirmou que visitará a China em abril e que Xi Jinping fará visita oficial aos Estados Unidos na sequência.
Empresas americanas devem sentir algum alívio com a redução das tarifas, embora analistas alertem que a maioria continuará diversificando fornecedores fora do território chinês.
Dados oficiais indicam que, nos nove primeiros meses do ano, as exportações chinesas para os Estados Unidos caíram 17% em relação ao mesmo período de 2024.
Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que o sucesso do acordo sobre o fentanil dependerá de medidas concretas de Pequim, como prisões e aumento da fiscalização.
Apesar das incertezas, ambos os governos classificaram o encontro na Coreia do Sul como um passo para estabilizar a relação bilateral, sem resolver as disputas comerciais e tecnológicas de longo prazo.
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