MBL propõe “plano de guerra” contra o crime organizado
Postagem de Renan Santos prevê prisão perpétua, veto a ONGs estrangeiras e presídios inspirados em Bukele
O Movimento Brasil Livre (MBL), que articula a criação do Partido Missão, apresentou nas redes sociais uma proposta nacional de enfrentamento ao crime organizado.
A postagem, publicada por Renan Santos, propõe uma “declaração de guerra ao crime organizado” e lista medidas de endurecimento penal e ações de intervenção federal.
Segundo o texto divulgado, integrantes de facções criminosas seriam enquadrados em um novo regime penal “inspirado no conceito de Direito Penal do Inimigo”.
A proposta prevê prisão perpétua para comandantes, aumento de penas para reincidentes e o fim da progressão de regime e das saídas temporárias.
O plano também inclui a construção imediata de novos presídios “nos moldes salvadorenhos”, referência ao modelo criado pelo presidente Nayib Bukele em El Salvador.
A postagem defende ainda uma intervenção federal no porto de Santos, considerado ponto estratégico de escoamento de drogas, e o redirecionamento de todas as emendas parlamentares para financiar operações de combate ao crime em 2027 e 2028.
Entre as medidas voltadas às forças de segurança, o MBL propõe a criação de um memorial nacional em homenagem a policiais mortos em combate.
A agenda prevê assistência jurídica gratuita a agentes envolvidos em confrontos e pagamento de pensões às famílias em até sete dias.
A postagem também propõe a proibição do funcionamento de ONGs estrangeiras que promovam “discursos favoráveis ao crime”, com menção a entidades como Ford Foundation, Rockefeller Foundation e Open Society.
Segundo a proposta, seus representantes seriam deportados do território nacional.
Outro ponto do texto é a criação de um plano nacional de “desfavelização e reconstrução das periferias”, a ser apresentado em até três meses de governo.
O objetivo seria oferecer infraestrutura e oportunidades à população de baixa renda afetada pela presença do tráfico.
Renan Santos afirmou que o programa reflete o lema do Partido Missão, “Prendeu, matou”, expressão que, segundo ele, resume a estratégia de enfrentamento direto a facções criminosas.
O dirigente disse ainda aguardar o apoio de outros pré-candidatos à Presidência do campo anti-PT para consolidar o acordo.
O Partido Missão, idealizado pelo MBL, vem adotando como referência o modelo de segurança pública de Nayib Bukele, com foco em encarceramento em massa e controle estatal sobre áreas dominadas por facções.