Mais de 130 mortos em megaoperação no RJ, diz Defensoria
Quatro policiais estão entre os mortos, segundo o governo do Rio de Janeiro
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro afirmou nesta quarta-feira, 29, que o número de mortos na megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha passa de 130.
São 132 mortos até o momento, sendo quatro policiais.
Ao menos 64 corpos que estavam na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, foram expostos na Praça São Lucas, no complexo da Penha.
No balanço oficial divulgado na terça, 28, o governo do Rio de Janeiro contabilizava 64 mortos, sendo 60 criminosos e quatro policiais.
Após o balanço da Defensoria Pública, o governo do Rio de Janeiro afirmou que o número de mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho subiu para 121.
Segundo o secretário da Polícia Civil, o delegado Felipe Curi, foram 4 policiais e 117 suspeitos.
“A nossa contabilidade conta a partir do momento que os corpos entram no IML. A Polícia Civil tem a responsabilidade enorme de identificar quem eram aquelas pessoas. Eu não posso fazer balanço antes de todos entrarem”, disse o governador Cláudio Castro.
‘Muro do Bope’
As forças de segurança do Rio montaram o “Muro do Bope” na região da Serra da Misericórdia, como parte da estratégia para cercar os criminosos e empurrá-los para a área de mata, onde estavam posicionados agentes da tropa de elite da Polícia Militar.
A informação foi revelada pelo secretário de Polícia Militar do Rio, Marcelo de Menezes, durante entrevista coletiva na tarde desta quarta, 29, sobre o balanço da megaoperação realizada nos complexos do Alemão e Penha na terça, 28.
“Distribuímos as tropas pelo terreno. O diferencial, em relação às imagens que mostravam criminosos fortemente armados buscando refúgio na área de mata, foi a incursão dos agentes do Bope na área mais alta da montanha que separa as duas comunidades. Essa ação criou o que chamamos de ‘muro do Bope’ — uma linha de contenção formada por policiais que empurravam os criminosos para o topo da montanha”, afirmou.
Segundo o secretário, a tática teve como principal objetivo proteger a população e garantir a segurança dos moradores dos complexos do Alemão e da Penha.
Leia mais: PGR pede a Moraes para cobrar explicações ao governo do Rio sobre megaoperação
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Comentários (5)
caio curi
29.10.2025 17:03130 eleitores a menos, por isso o Luleco ta chorando
Pedro Boer
29.10.2025 14:374 policiais mortos. Os outros possivelmente são "vítimas dos usuários de drogas" segundo o filósofo Luis Inácio.
Annie
29.10.2025 13:47Defensoria e a globes chorando horrores.
Fabio B
29.10.2025 11:51É guerra, e nenhuma guerra jamais é bonita, mas é necessária para alcançarmos a paz.
Fabio B
29.10.2025 11:50Defensoria das facções criminosas? As únicas vítimas que interessam são os policiais ou a população que é escrava desse estado invasor que ocupa nosso território.