Pai do favorito em Nova York defende o fim de Israel e chama homens-bomba de “soldados”
Professor de Columbia também criticou EUA e Israel; filho fundou grupo anti-Israel e lidera a esquerda socialista nova-iorquina
Mahmood Mamdani, muçulmano e pai do candidato socialista e favorito à prefeitura de Nova York, Zohran Mamdani, escreveu que homens-bomba devem ser reconhecidos “primeiro e acima de tudo, como uma categoria de soldado”.
A frase está no livro Bom muçulmano, mau muçulmano: os Estados Unidos, a Guerra Fria e as raízes do terror, publicado em 2004. No mesmo texto, ele afirma que o atentado suicida precisa ser entendido “como característica da violência política moderna, em vez de ser estigmatizado como marca de barbarismo”.
As ideias foram classificadas por críticos como tentativa de justificar o terrorismo. O colunista David Horowitz chamou o livro de “relativização perigosa” em 2005.
Mahmood Mamdani também criticou Israel e os Estados Unidos. Em palestra na Universidade de Columbia, ao lado do fundador do movimento BDS, Omar Barghouti, afirmou que “a segurança de longo prazo de uma pátria judaica na Palestina histórica requer o desmantelamento do Estado judaico”.
O professor é descrito pela revista Quillette como um “pós-nacionalista” que defende a dissolução dos Estados modernos, considerados “intrinsecamente violentos e injustos”. Em entrevistas, chegou a propor o “fim do Estado-nação” como condição para a paz global.
Durante protestos pró-Palestina em Columbia, em 2024, Mahmood vestiu colete laranja e bloqueou a passagem de estudantes judeus que tentavam acessar o campus. Ele também discursou em acampamentos favoráveis ao Hamas.
O professor integra o conselho do Instituto Transnacional, citado pelo NGO Monitor por ligações com a Frente Popular para a Libertação da Palestina, grupo classificado como terrorista por Estados Unidos e União Europeia.
A Universidade de Columbia afirmou em nota que “seus professores têm liberdade acadêmica para explorar interpretações controversas sem que isso reflita posições institucionais”.
Zohran Mamdani, de 33 anos, é deputado estadual pelo Queens e membro dos Democratic Socialists of America. Fundou o grupo Students for Justice in Palestine no Bowdoin College, movimento que celebrou os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 como “vitória histórica da resistência palestina”.
O candidato se recusou a condenar o slogan “globalize a intifada”. No aniversário do massacre, acusou Israel de “guerra genocida” e os Estados Unidos de “cumplicidade”.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel respondeu chamando-o de “porta-voz da propaganda do Hamas” e afirmando que ele “só apoia judeus quando estão mortos”.
A mãe, a cineasta Mira Nair, também adota posição radical. Em 2013, recusou convite para o Festival de Cinema de Haifa chamando Israel de “Estado de apartheid”.
A polêmica cresceu em uma cidade com quase um milhão de judeus e marcada pelos ataques de 11 de setembro. Mahmood e Zohran Mamdani se tornaram símbolos de uma esquerda muçulmana radical que relativiza o terrorismo e quer o fim do estado de Israel.
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Comentários (1)
Marian
28.10.2025 09:39Então chegamos aí ponto no mundo em que terrorista é soldado e traficante é vítima?