“Eu adoraria”, diz Trump sobre terceiro mandato
Em conversa com jornalistas, republicano fala sobre o desejo de ser reeleito e que não aceitaria ser vice-presidente com poderes presidenciais
Donald Trump voltou a falar sobre a possibilidade de concorrer novamente à presidência. Em diálogo com jornalistas, o presidente dos EUA declarou que “adoraria” tentar um novo mandato, o que contrariaria a legislação americana. A 22ª emenda da Constituição proíbe que qualquer indivíduo seja eleito presidente mais de duas vezes, independentemente de os mandatos serem sequenciais ou não.
Não é a primeira vez que o republicano flerta com a possibilidade de continuar na Casa Branca após 2028. Trump alega que tem “as maiores taxas [de aprovação] da história”, o que legitimaria sua aspiração. O site oficial da Trump Organization, inclusive, comercializa bonés com os dizeres “Trump 2028”.
Seria constitucionalmente possível?
Uma das alternativas cogitadas pelo é solicitar que a Suprema Corte declare a 22ª emenda inconstitucional. Tal manobra é tida como a mais acessível, considerando a composição atual da Corte. O tribunal conta hoje com uma maioria de juízes de perfil conservador e favorável ao presidente.
Outra tática aventada por alguns apoiadores envolveria a candidatura de Trump à vice-presidência. Essa estratégia pressuporia um colega de chapa que aceitasse renunciar logo após a posse, permitindo que Trump reassumisse a liderança. Mas ele descarta: “Eu poderia fazer isso, mas não vou. Acho que é muito ridículo. Eu descarto a ideia porque é ridícula, e acho que as pessoas não iam gostar disso. Não seria certo”.
Especialistas em direito constitucional apontam que a 12ª emenda inviabiliza essa movimentação. O texto constitucional estabelece que “nenhuma pessoa constitucionalmente inelegível ao cargo de presidente [caso de Trump] será elegível ao cargo de vice-presidente”.
A alteração da Carta Magna americana, datada de 1787, representa um obstáculo político significativo. Emendas constitucionais exigem a ratificação por três quartos dos estados, por meio de votação nos legislativos estaduais. O Partido Democrata tem o controle legislativo em 19 dos 50 estados atualmente. A tentativa de remover o limite de mandatos pode ser bloqueada com oposição de apenas 13 estados.
Idade avançada e saúde em xeque
O debate sobre a continuidade de Trump é acompanhado por considerações sobre sua saúde e longevidade. Em janeiro de 2029, ao deixar o cargo, o republicano alcançará 82 anos e 7 meses. Essa idade o colocará como o presidente mais longevo da história dos EUA, superando Joe Biden.
Sua condição já motivou especulações públicas. Trump confirmou a realização de um exame de ressonância magnética (MRI). Ele não detalhou o motivo da avaliação, mas assegurou que o resultado foi “perfeito”. Exames desse tipo são utilizados para identificar diversas condições, incluindo tumores, ou problemas neurológicos, ósseos e cardiovasculares.
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