EUA: Pediatra perde licença após dar hormônio para mudança de sexo em menores e falsificar registros
Procurador-geral do Texas acusa ex-médica de fraudar registros e enganar seguradoras
A pediatra May Lau perdeu o direito de exercer a medicina no Texas após ser processada por dar hormônios para mudança de sexo a menores.
O Conselho Médico do Texas confirmou que Lau entregou sua licença em 9 de outubro, depois que o procurador-geral Ken Paxton moveu ação por violar a lei estadual que proíbe intervenções de transição de gênero em menores.
Segundo o Ministério Público, a médica receitou testosterona e bloqueadores de puberdade a pelo menos 21 pacientes de 14 a 17 anos. A conduta fere a Lei do Senado 14, que proíbe cirurgias, hormônios e bloqueadores em crianças e adolescentes.
A acusação diz ainda que Lau implantou um bloqueador de puberdade em uma menina de 15 anos e fraudou os registros. No sistema de cobrança, ela teria informado se trata de um “distúrbio endócrino” para enganar o plano de saúde.
Paxton chamou a perda da licença de “grande vitória para o Texas”.
Ele afirmou que “médicos que prejudicam crianças com drogas experimentais são ativistas e não profissionais de saúde” e prometeu seguir punindo quem tentar “fazer a transição” de menores.
A defesa da médica nega as acusações e diz que o processo é “politicamente motivado”. O advogado Craig Smyser afirmou que Lau se mudou para o Oregon, onde mantém licença ativa, e contestará a competência do tribunal.
A lei texana entrou em vigor em setembro de 2023 e foi confirmada pela Suprema Corte estadual em junho de 2024. Ela prevê cassação automática da licença de quem prescrever hormônios ou bloqueadores a menores.
Lau era especialista em medicina adolescente no Children’s Medical Center Dallas e professora na Universidade do Texas Southwestern. Seu nome foi removido do site da instituição. O processo civil contra ela continua.
Danos físicos e psicológicos comprovados
As intervenções de transição de gênero em crianças e adolescentes produzem consequências graves e irreversíveis. Bloqueadores de puberdade causam perda acentuada de densidade óssea e efeitos desconhecidos no desenvolvimento cerebral.
Hormônios cruzados esterilizam permanentemente os jovens. Meninas que tomam testosterona sofrem atrofia vaginal, dor crônica e risco de infertilidade. Meninos tratados com estrogênio perdem espermatozoides e enfrentam coágulos, ganho de peso e depressão.
A FDA americana alertou para inchaço cerebral e problemas psiquiátricos graves em crianças que usaram Lupron, com milhares de relatos de danos permanentes.
Pesquisas indicam que entre 63% e 88% das crianças com disforia abandonam a identidade trans na adolescência. Ou seja, a grande maioria supera naturalmente a confusão de gênero. Intervir com hormônios e cirurgias é condenar jovens saudáveis a sequelas permanentes.
Reino Unido, Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca, Alemanha e Itália limitaram ou suspenderam bloqueadores e hormônios para menores após concluírem que não há evidência científica de benefício.
A Suprema Corte dos EUA decidiu em 2025 que estados podem proibir tratamentos de transição em menores. Vinte e sete estados já adotaram leis semelhantes.
Jovens que se arrependeram das transições processam médicos e hospitais por danos físicos e psicológicos. O caso de Chloe Cole, que retirou os seios aos 15 anos, virou símbolo do movimento que denuncia abusos médicos.
No Brasil, a Associação Matria alerta para o lobby internacional que tenta normalizar a medicalização de crianças. A entidade defende políticas baseadas no sexo biológico e proteção da infância contra a ideologia de gênero.
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