Reunião entre Lula e Trump “foi muito positiva”, diz Mauro Vieira
Segundo chanceler brasileiro, presidente dos EUA deu instruções para iniciar processo de negociação bilateral ainda neste domingo
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira (foto), classificou como “muito positivo” o encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia, à margem da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).
Segundo Vieira, Lula reiterou o pedido de suspensão das tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
“A reunião foi muito produtiva. Os presidentes trataram de todos os assuntos. O presidente Lula começou dizendo que não havia assunto proibido. E renovou o pedido brasileiro de suspensão das tarifas impostas à exportação brasileira durante o período de negociação, da mesma forma que a aplicação de recurso à Lei Magnitsky”, disse o chanceler.
Vieira acrescentou que Trump deu instruções à sua equipe para iniciar o processo de negociação bilateral ainda neste domingo: “Já que é para tudo ser resolvido em pouco tempo”.
O ministro disse ainda que a conversa foi descontraída e que o presidente americano demonstrou admiração pela carreira política de Lula.
“Trump declarou admirar o perfil da carreira política do presidente Lula, tendo sido, por duas vezes, presidente da República, tendo sido perseguido no Brasil, tendo provado sua inocência e voltado a conquistar seu terceiro mandato como presidente da República.”
Segundo Vieira, Trump deve vir ao Brasil:
“Estabeleceram, inclusive, que haverá visitas recíprocas. Trump quer ir ao Brasil e Lula disse que irá, com prazer, aos Estados Unidos no futuro.”
O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o diálogo entre os dois presidentes foi “franco” e que “não poderia ter sido melhor”.
Expectativa de acordos comerciais
Antes do encontro reservado, os dois líderes falaram com jornalistas por cerca de 10 minutos.
Trump afirmou que ele e Lula poderiam chegar a “bons acordos”.
Questionado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, disse:
“Eu gosto de Bolsonaro. Ele é um bom sujeito. Nós ficamos incomodados com as penas contra ele”. Ao ser questionado se discutiria o tema com Lula, completou: “Não é da sua conta”.
Lula evitou o assunto e disse que não há motivos para conflito entre os dois países.
“Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou.
O encontro contou com a presença do secretário de Estado americano Marco Rubio, do secretário do Tesouro Scott Bessent, e do representante comercial Jamieson Greer, além do chanceler Mauro Vieira, do secretário Márcio Elias Rosa e do diplomata Audo Faleiro pelo lado brasileiro.
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