Polícia prende nono suspeito da execução de ex-delegado-geral em SP
Apelidado de PH, ele é proprietário de uma das quatro casas em Praia Grande usadas pelos criminosos para planejar o crime
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta sexta-feira, 24, o nono suspeito envolvido na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto em setembro no litoral paulista. O homem, de 38 anos, foi detido no Jardim Shangrilá, zona sul da capital.
Identificado como Paulo Henrique Caetano Sales, apelidado de PH, ele é proprietário de uma das quatro casas em Praia Grande usadas pelos criminosos para planejar o crime.
Segundo o DHPP, a residência era ocupada desde abril por Umberto Alberto Gomes, também investigado na execução. Gomes morreu em confronto com a Polícia Civil do Paraná em 30 de setembro, após ser procurado por suspeita de participação na elaboração do atentado.
Até o momento, nove pessoas já foram presas em conexão com o caso, dois continuam foragidos e um morreu durante abordagem policial. O DHPP informou que as investigações seguem para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
PCC
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou em 18 de setembro ‘não restar dúvidas’ de que a execução de Ruy Ferraz Fontes pode ser atribuída ao PCC.
“Para nós, não resta dúvida. A dúvida, e a gente não descarta possibilidades, é se a execução foi motivada por conta do combate ao crime organizado durante toda a carreira do delegado ou por conta de uma atuação atual como secretário municipal em Praia Grande. Agora, que há participação do crime organizado, não resta dúvida por conta principalmente do Mascherano [Felipe Avelino da Silva], que é um indivíduo […] que pertence à organização criminosa PCC por conta dos trabalhos de inteligência tanto do DIPOL [Departamento de Inteligência da Polícia Civil] quanto do Centro de Inteligência da Polícia Militar.
Então tem um histórico de relatórios de inteligência [dizendo] que ele exerce inclusive uma função de final da disciplina [nome dado à liderança que dita as regras dentro do PCC], como assim chamado, na região do ABC. Uma função de relevância dentro da organização criminosa. Então não tem como descartar. Isso é um fato. O crime organizado participou da execução. Agora a motivação é que ainda está em aberto, e nós estamos avaliando as duas possibilidades.”
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