Boulos ministro hoje?
O presidente aguarda apenas uma sinalização de realocação de Márcio Macedo para uma estrutura do Palácio do Planalto
Integrantes do Palácio do Planalto dão como certa a nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para a Secretaria-Geral da Presidência da República ainda nesta segunda-feira, 20.
Conforme apurou O Antagonista, Lula aguardava apenas uma sinalização de realocação de Márcio Macedo para uma estrutura do Palácio do Planalto. Os dois terão uma conversa decisiva às 18h desta segunda. A expectativa é que Lula fale sobre todas as mudanças ainda hoje ou no máximo nesta terça-feira antes de sua viagem para a Indonésia.
Como mostramos, essa nomeação é vista como uma espécie de “tábua de salvação” para a carreira do parlamentar na visão de integrantes do PSOL e do PT ouvidos por O Antagonista.
Na visão dos colegas de Boulos, o parlamentar – apesar de ser um dos principais nomes do PSOL na Câmara – tem feito um mandato apagado. Mais apagado que seus correligionários de bancada – como Ivan Valente, Sâmia Bomfim e Erika Hilton. Erika Hilton, inclusive, é vista pelo PSOL como a maior promessa da sigla para as próximas eleições – muito por conta da sua força nas redes sociais em virtude da campanha pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com o regime de trabalho 6x’.
Assim, a expectativa dentro da própria esquerda é que Boulos não repetiria a mesma votação história de 2022, quando obteve 1 milhão de votos. “Ter um patamar menor que esse, será uma vergonha para Boulos”, disse um importante líder da esquerda com acesso direto ao Palácio do Planalto ouvido por este portal.
Nas eleições de 2026, Boulos – caso tente um segundo mandato – vai dividir votos com a própria Erika Hilton, com Rui Falcão e José Dirceu. Assim, estando à frente de um ministério, Boulos não precisaria necessariamente concorrer a cargo público e manteria sua visibilidade e “biografia”. A ideia é que ele entregue essa missão de uma candidatura para a esposa Natália Szermeta Boulos, filiada ao PSOL.
Para o PSOL também é importante emplacar um ministro, apesar do partido não ter força no Congresso para impedir o avanço de pautas que desgastam a administração Lula. Na visão de integrantes do próprio Palácio, a ida de Boulos dará outro sinal inequívoco de que o presidente da República dialoga apenas para a sua base, complicando um futuro arranjo para uma nova frente ampla contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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