Deputado chavista acusa EUA de “terrorismo econômico” em congresso do PC do B
Representante venezuelano e presidente Lula questionam política de pressão econômica e militar de Donald Trump
O deputado chavista Saúl Ortega, membro do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticaram a política externa dos Estados Unidos durante o congresso do PC do B, em Brasília, realizado na quinta-feira, 16.
Ortega, que integra a Comissão de Relações Exteriores da Assembleia Nacional venezuelana, traçou um paralelo entre as tarifas impostas por Donald Trump contra produtos brasileiros e as medidas coercitivas aplicadas à Venezuela. O objetivo das manifestações era denunciar o que chamaram de “agressão econômica” e defender o princípio da autodeterminação dos povos.
“Terrorismo econômico” e solidariedade com o Brasil
O evento também contou com representantes dos partidos comunistas da China e de Cuba. Ortega falou sobre as estratégias adotadas pelos Estados Unidos para impactar as economias do Brasil e da Venezuela.
O político chavista afirmou que as ações americanas representam uma forma de coerção global: “Nos solidarizamos com a agressão que este Brasil está recebendo. São feitas agressões econômicas contra a Venezuela – agora estão fazendo o mesmo com o Brasil, com as tarifas. Isso também é ilegal, mas a Venezuela já vinha sofrendo isso há muito tempo”.
Segundo o deputado, as sanções praticadas pelos americanos são, na prática, “terrorismo econômico”.
A Venezuela continua a vender petróleo aos Estados Unidos e demonstra disposição em manter o fornecimento do produto. O comunista advertiu que indivíduos que promovem conflitos estão “aconselhando mal Donald Trump”.
Lula também fala no congresso do PC do B
Lula também se posicionou contra a intervenção externa na Venezuela, e disse que “o povo venezuelano é dono do seu destino”. Para Lula, o líder de outra nação “não tem que dar palpite” sobre o caminho político da Venezuela.
O governo brasileiro havia cobrado a divulgação das atas eleitorais após o resultado contestado das eleições venezuelanas, em julho de 2024, que declarou Nicolás Maduro vencedor. As atas, contudo, nunca foram tornadas públicas.
O Brasil também vetou o ingresso da Venezuela no bloco Brics, que inclui Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Irã, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Etiópia.
O deputado Ortega minimizou o distanciamento entre os governos de Lula e Maduro decorrente das tensões eleitorais. Ele mencionou a capacidade de diálogo, mesmo com nações de diferentes ideologias, desde que reconheçam a autodeterminação dos povos.
Saúl Ortega defende que as relações são possíveis com quem respeite a “necessidade da soberania, da independência e da integridade territorial”.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
18.10.2025 08:51Soberania e Direitos Humanos deveriam andar juntos. Mas esperar o que de ditadores e estagiário de ditador, LULE.