Trump confirma oferta de Maduro: “Ele não quer brincar com os EUA”
Presidente americano disse que o ditador venezuelano "ofereceu tudo", em meio à pressão sobre o regime chavista
O presidente americano, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira, 17, que o ditador Nicolás Maduro “ofereceu tudo” ao seu governo porque “não quer brincar com os Estados Unidos”.
A declaração ocorreu em meio à autorização concedida à CIA para a realização de operações secretas na Venezuela.
“Ele ofereceu tudo. Ele ofereceu tudo. Você está certo. Você sabe por que? Ele não quer brincar com os Estados Unidos”, afirmou Trump durante reunião com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca.
Minerais e petróleo
Apontado pelos EUA como chefe do Cartel de los Soles, Maduro sugeriu a Trump o desenvolvimento de uma ação coordenada entre países da região para “acabar com o narcotráfico”.
Além disso, o ditador ofereceu ao governo americano uma ampla participação em petróleo e outros recursos minerais da Venezuela em negociações que se estenderam por meses, segundo reportagem do New York Times.
A proposta visava, em parte, encerrar o conflito e reduzir as tensões entre Caracas e Washington.
O texto incluía abertura de todos os projetos de petróleo e ouro, atuais e futuros, a empresas americanas, contratos preferenciais para negócios dos EUA, reversão do fluxo de exportações de petróleo da Venezuela da China para os Estados Unidos e redução de contratos de energia e mineração com empresas chinesas, iranianas e russas.
Apesar das concessões, o governo Trump rejeitou a oferta e cortou a diplomacia com a Venezuela, encerrando as negociações, ainda de acordo com a reportagem, que ouviu pessoas próximas às negociações.
Cartel de los Soles
O contexto externo pressionou as negociações. Washington classificou o regime Maduro como um “cartel narco-terrorista”, mobilizou navios de guerra no Caribe e destruiu embarcações suspeitas de transportar drogas da Venezuela.
Marco Rubio, secretário de Estado e conselheiro de segurança nacional dos EUA, tem sido a principal voz a favor da remoção de Maduro.
Ele chamou o ditador venezuelano de líder ilegítimo e “fugitivo da Justiça americana”.
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