Mais de 100 mil garrafas de bebidas adulteradas são destruídas em SP
Uma operação na zona Leste de São Paulo resultou na destruição de mais de 100 mil garrafas em um galpão clandestino
Uma operação na zona Leste de São Paulo resultou na destruição de mais de 100 mil garrafas em um galpão clandestino, marcando um esforço significativo contra a falsificação de bebidas. O material apreendido somou cerca de 7 toneladas de vidro, evidenciando a escala da atividade ilegal. O depósito, localizado no bairro da Vila Formosa, operava sob a fachada de uma empresa de recicláveis, revendo garrafas sem higienização destinadas à adulteração de destilados.
Segundo informações da CNN, durante a inspeção, além das 103 mil garrafas vazias, outras 6 mil continham bebidas sem comprovação de origem, tornando evidente o método empregado para enganar consumidores. Tal descoberta levou à interdição do galpão pela Vigilância Sanitária e à autuação de dois indivíduos envolvidos, com idades de 46 e 61 anos.
Como funciona o ciclo da falsificação de bebidas?
De acordo com investigações conduzidas pelas autoridades, o processo começa com os “garrafeiros”, responsáveis por coletar e revender garrafas usadas sem autorização. Essas garrafas, muitas vezes nem mesmo lavadas, são utilizadas para reembalar bebidas que são falsificadas posteriormente. Esse tipo de atividade abre espaço para o envasamento com substâncias perigosas, como o metanol, que além de ilegal, é extremamente tóxico e pode resultar em graves casos de intoxicação.
Qual o impacto do metanol na segurança alimentar?
O metanol, um álcool industrial utilizado em antifervescente e solventes, pode ser letal quando ingerido. Recentemente, foi noticiado uma redução de 29% na venda de destilados em supermercados devido a casos de intoxicação por essa substância. A morte de um indivíduo em Jundiaí confirmada por intoxicação por metanol destaca a seriedade do problema e a necessidade de ações rigorosas para deter a disseminação de bebidas adulteradas.
Além das prisões, a operação levou a delegada Leslie Caram Petrus a ressaltar o envolvimento de donos de bares e adegas. Esses estabelecimentos, em sua fachada, mantêm garrafas originais expostas, mas o conteúdo vendido é frequentemente adulterado. Essa prática engana consumidores e coloca em risco a saúde pública, reforçando a necessidade de operações contínuas e rigorosas.
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