Israel poderia retomar combate em Gaza “assim que eu disser a palavra”, diz Trump
Presidente dos EUA afirma que forças israelenses poderiam agir caso o Hamas não cumpra acordo de desmilitarização
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 15, que consideraria autorizar a retomada da ação militar na Faixa de Gaza caso o grupo terrorista Hamas se recuse a se desmilitarizar como parte do acordo de paz.
“Estou pensando nisso. Israel retornará àquelas ruas [de Gaza] assim que disser a palavra”, disse Trump à CNN Internacional, acrescentando:
“Se Israel pudesse entrar e dar uma surra neles, eles fariam isso.”
Na entrevista, Trump reconheceu a dificuldade do Hamas em devolver todos os corpos dos reféns mortos, mas valorizou a entrega de todos os vivos: “Retirar aqueles 20 reféns [vivos] era fundamental”.
Hamas e clãs locais
Trump também comentou sobre os ataques violentos do Hamas contra palestinos.
Segundo ele, o grupo terrorista está “entrando e eliminando as gangues, as gangues violentas”.
Ele, contudo, disse que está “pesquisando” sobre o assunto para confirmar se os alvos são civis.
Execuções
Um vídeo que mostra terroristas do Hamas executando oito palestinos em uma praça no bairro de Al Sabra, no oeste da Faixa de Gaza, foi divulgado no X pelo perfil Gaza Report, que monitora relatos locais e publicações de moradores e membros de grupos armadas.
Imagens da mesma execução pública também foram divulgadas e comentadas pelo major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) nascido no Brasil.
Segundo o Report, “o Hamas continua seus esforços para restaurar o controle sobre a Faixa de Gaza”.
“Nas últimas horas, a unidade Saham da organização realizou mais uma execução pública de membros do clã Doghmush, após vários dias de confrontos entre as partes.
Em um comunicado divulgado pela unidade, foi anunciado que novas execuções são esperadas para amanhã na região central de Gaza. Vários clãs começaram a se organizar para ações contra as ações do Hamas”, diz o perfil.
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