Maior organização socialista dos EUA oficializa expulsão de quem apoia Israel
Organização de extrema-esquerda aprova regra que proíbe declarações pró-Israel e reacende acusações de antissemitismo após atos pró-Hamas
A maior organização socialista dos Estados Unidos aprovou uma regra que permite expulsar qualquer membro que defenda Israel.
A decisão foi tomada durante a convenção nacional dos Socialistas Democráticos da América.
O texto foi aprovado por 56% dos delegados e proíbe dizer que “Israel tem direito de se defender” ou criticar o movimento de boicote BDS.
A resolução transforma o apoio a Israel em violação grave das normas internas e reafirma a adesão ao boicote econômico e cultural contra o país.
Também declara solidariedade à “resistência palestina”, termo usado por grupos como o Hamas. Segundo o documento, qualquer apoio financeiro ou político a Israel é incompatível com a militância socialista.
A radicalização do grupo ganhou destaque após o massacre de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas matou mais de 1.200 israelenses inocentes.
No dia seguinte, o capítulo de Nova York organizou um comício pró-Palestina na Times Square.
Vídeos mostram manifestantes rasgando bandeiras israelenses, fazendo gestos de degola e exibindo suásticas.
Nenhum dirigente condenou o Hamas. A direção nacional divulgou nota atribuindo a violência ao “regime de apartheid israelense”.
A postura provocou reações em todo o país. O deputado Shri Thanedar anunciou sua saída do grupo, afirmando que a organização “não mostrou empatia pelas vítimas inocentes”.
A deputada Alexandria Ocasio-Cortez perdeu o apoio do movimento após participar de um evento sobre antissemitismo. A direção considerou que ela “traiu os princípios” do grupo por reconhecer o direito de existência de Israel.
Com mais de 90 mil filiados e cerca de 250 políticos eleitos, os Socialistas Democráticos da América exercem influência crescente dentro do Partido Democrata.
Em 2025, o candidato apoiado pela organização, Zohran Mamdani, venceu as primárias para prefeito de Nova York. Ele é crítico declarado de Israel e defensor do boicote internacional.
A resolução de agosto consolidou o afastamento da entidade em relação a qualquer diálogo com o governo israelense. Entidades judaicas americanas classificam a decisão como antissemitismo institucionalizado.
A direção do grupo afirma que se trata de “solidariedade internacional com o povo palestino”. O tema reacende nos Estados Unidos o debate sobre os limites da militância política e o crescimento do radicalismo dentro da esquerda.
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