EUA enviam militares a Israel para monitorar cessar-fogo
Tropas devem atuar em conjunto com representantes de países aliados
Cerca de duzentos soldados americanos desembarcaram em Israel para supervisionar o acordo de paz mediado pelo governo Donald Trump, informa a ABC News. As tropas são especializadas em transporte, planejamento, logística, segurança e engenharia.
Segundo oficiais, nenhum militar americano entrará na Faixa de Gaza. As tropas devem atuar em conjunto com representantes de países aliados, organizações civis e o setor privado para garantir a manutenção do cessar-fogo e o fluxo de ajuda humanitária.
Um centro de coordenação será montado em Israel como primeiro passo para operar o mecanismo do acordo.
O centro também terá papel na coordenação entre agências de segurança e humanitárias para apoiar a reconstrução e os civis na região.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia confirmado na sexta-feira, 10, que os EUA enviariam uma equipe para “supervisionar o acordo de paz” e “trabalhar em conjunto com outras forças internacionais naquele local”.
Militares do Egito, Catar, Turquia e possivelmente dos Emirados Árabes Unidos devem se juntar à equipe militar americana, que provavelmente terá base no Egito.
O comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, chegou na sexta-feira para supervisionar o processo.
Leia a Crusoé especial: Superando o terror.
Trump em Israel
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarca em Israel na manhã da próxima segunda-feira, 13, para discursar no Knesset, o Parlamento israelense.
A visita ocorre no prazo estipulado pelo acordo de cessar-fogo em Gaza, intermediado por Washington, que prevê a libertação dos reféns e uma retirada inicial das tropas israelenses.
Segundo o The Times of Israel, Trump será recebido com cerimônia oficial no Aeroporto Ben Gurion e seguirá diretamente para Jerusalém. O cronograma é curto; o presidente deve deixar o país ainda no mesmo dia.
De acordo com a imprensa israelense, a viagem foi planejada “de entrada e saída”, devido ao feriado judaico de Simchat Torá, que começa na noite de segunda-feira.
Antes de chegar a Israel, Trump deve passar pelo Egito, onde foi convidado pelo presidente Abdel Fattah El-Sissi para participar da assinatura formal do acordo. Ele disse esperar estar em Israel quando os primeiros reféns forem libertados, o que deve ocorrer entre segunda e terça-feira.
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