iFood testa IA no WhatsApp e robô para acelerar entregas
Assistente começa a sugerir pedidos; carrinho autônomo e drone entram em fase de provas para reduzir tempo e ampliar cobertura
O iFood apresentou um pacote de iniciativas de inteligência artificial na sexta, 9, em Osasco. A empresa detalhou a AILO no WhatsApp, o carrinho autônomo ADA e testes com drone da Speedbird Aero. Segundo o iFood, a meta é reduzir atrito da compra e encurtar prazos de entrega.
De acordo com a companhia, a AILO conversa por texto e áudio no WhatsApp. A assistente entende sotaques, abreviações e preferências do usuário. As sugestões consideram histórico de pedidos e ocasiões, com resumo e link para finalizar no app.
Nos testes iniciados em junho, mais de 70 mil pessoas usaram o recurso. O iFood afirma que houve mais de 100 mil interações. A empresa calcula pedidos 33% mais rápidos e 48% mais chance de conversão quando a IA participa.
A diretoria de transformação do iFood diz que a AILO pode chegar a outros canais. A empresa cita integração futura a assistentes de voz e sistemas veiculares. O iFood afirma que os dados são tratados com governança alinhada à Lei Geral de Proteção de Dados.
Na logística, o carrinho ADA opera em ambientes controlados. Segundo o iFood, percorre até 10 km por turno, com seis horas de autonomia. Entrega até 35 pedidos por dia, com abertura via QR Code e supervisão remota de até 100 unidades por operador.
Assistente no WhatsApp e ganhos de velocidade
O iFood classifica o ADA como “acelerador de entregas”. O robô leva o pedido do restaurante ao encontro com o entregador humano. Os primeiros pilotos ocorrem em shoppings da Grande São Paulo.
Nos testes com drones, a parceira é a Speedbird Aero. O iFood descreve voos planejados a cerca de 60 metros, por até 10 horas diárias. As rotas podem somar 50 km no conjunto de missões e atender até 280 pedidos por dia.
A empresa afirma que a última etapa segue com entregadores. O iFood diz que os voos obedecem rotas controladas e protocolos para vento e chuva. A operação mira trechos que superam barreiras naturais, como rios e ilhas.
Segundo o iFood, as soluções estão em fase experimental. Não há definição de preço ou mapa de expansão. A empresa condiciona escala a ganhos comprovados de tempo e disponibilidade.
Nos horários de pico, o iFood relata 78 mil entregadores online simultaneamente. Nesse período, cerca de 25 mil pedidos são concluídos enquanto 41 mil novos são criados. A companhia diz que a automação ajuda a estabilizar a operação nesses picos.
Robôs, drones e bastidores com 3,5 mil agentes de IA
Nos bastidores, o iFood afirma rodar mais de 3,5 mil agentes de IA por semana. A “Rosie” atende clientes, interpreta fotos e cancela pedidos em casos previstos. O “Jhow” apoia entregadores, resolve desencontros e realoca pedidos.
Para restaurantes, o iFood digitaliza cardápios com reconhecimento automático. A empresa testa a “Cris”, assistente que conversa via WhatsApp e sugere ajustes operacionais. Segundo o iFood, os modelos atingem 96% de precisão nessas análises.
A companhia aponta disciplina para crescer sem perder qualidade. O plano é ampliar a base da AILO de forma gradual. Em paralelo, expandir pilotos do ADA e manter corredores de drone onde houver autorização.
O iFood resume a meta como jornada mais preditiva e menos tempo de espera. As iniciativas combinam IA conversacional, automação de trechos e validação regulatória. A empresa diz que vai priorizar rotas e ambientes com ganho mensurável para o consumidor.
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