O lugar com menos gravidade na Terra fica na América do Sul: Quem o visitam se sentem mais leves
A gravidade é a força que atrai todos os corpos em direção ao centro da Terra, mas sua intensidade não é constante em todo o planeta.
A gravidade é a força que atrai todos os corpos em direção ao centro da Terra, mas sua intensidade não é constante em todo o planeta. Isso acontece porque a Terra não é perfeitamente esférica e apresenta diferenças de relevo e altitude, que modificam o valor local dessa força.
Essas variações fazem com que certos pontos da superfície apresentem uma gravidade mais fraca ou mais intensa. Um dos locais mais curiosos nesse sentido é o Nevado Huascarán, no Peru, considerado o ponto com menor gravidade registrada na Terra — um verdadeiro fenômeno natural que intriga cientistas há décadas.
Como funciona a gravidade em diferentes regiões do planeta?
Todo corpo com massa exerce uma força de atração sobre outro, e com a Terra não é diferente. Sua grande massa puxa não só os objetos na superfície, mas também corpos próximos, como a Lua. Entretanto, fatores como a rotação da Terra e seu formato achatado nos polos alteram ligeiramente essa atração.
Na média, a aceleração gravitacional terrestre é de 9,8 m/s², mas esse valor muda conforme a latitude e a altitude. Por isso, locais próximos ao equador e em grandes altitudes apresentam uma gravidade menor em comparação a regiões polares.

Onde está o ponto com a menor gravidade da Terra?
O Nevado Huascarán, situado no Peru, detém o título de região com a menor gravidade medida no planeta. Com 6.768 metros de altitude e localização próxima ao equador, o pico fica mais distante do centro da Terra, o que reduz a força gravitacional.
Estudos realizados com dados de satélites apontam que a gravidade ali chega a 9,7639 m/s² — valor consideravelmente inferior ao do Ártico, onde pode alcançar 9,8337 m/s². É como se a natureza tivesse criado um “laboratório” em altitude para testar os limites da física terrestre.
Como a diferença de gravidade afeta o peso das pessoas?
O peso de um corpo corresponde à força com que a gravidade terrestre o atrai, sendo calculado pela massa multiplicada pela aceleração local. Por isso, o peso pode variar conforme o local, mesmo que a massa permaneça igual.
Por exemplo, uma pessoa de 70 kg pesaria cerca de 688 N no Ártico, mas apenas 683 N no Nevado Huascarán. Essa diferença é mínima, mas suficiente para que, em medições precisas, seja possível sentir-se literalmente mais leve — uma curiosidade que atrai aventureiros e cientistas.
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O que causa a variação em diferentes partes planeta?
As variações de gravidade estão diretamente ligadas à estrutura interna da Terra, que é formada por materiais de densidades distintas e relevo irregular. Montanhas, vales e até variações subterrâneas de massa provocam pequenas anomalias gravitacionais.
Essas irregularidades ajudam a explicar por que a gravidade não é uniforme e como o planeta se comporta internamente. Estudos detalhados dessas áreas permitem identificar regiões geológicas instáveis e compreender melhor a dinâmica interna da Terra.
Qual a importância de estudar as diferenças gravitacionais?
Mapear as variações da gravidade terrestre tem aplicações que vão muito além da curiosidade científica. Essas medições aprimoram modelos geofísicos e meteorológicos, ajudam a calibrar sistemas de navegação e até orientam pesquisas sobre mudanças climáticas.
Além disso, compreender as anomalias gravitacionais permite prever fenômenos naturais com mais precisão. Curiosamente, satélites modernos como o GRACE e o GOCE foram projetados exatamente para estudar essas variações — revelando o quanto ainda há para descobrir sobre a força que literalmente mantém tudo no lugar.
- O Nevado Huascarán é o ponto com menor gravidade da Terra: 9,7639 m/s².
- Diferenças de densidade e altitude influenciam a força gravitacional.
- Variações ajudam a melhorar modelos de previsão climática e navegação.
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