Polícia de SP descobre fábrica clandestina de destilados em Campinas
Autoridades intensificam ações contra falsificação de bebidas; mais de 3 mil garrafas são apreendidas no interior paulista
As polícias Civil e Militar de São Paulo apreenderam mais de 3 mil garrafas de destilados sob suspeita de falsificação em Campinas, interior paulista, na última terça-feira, 7. As ações, conduzidas separadamente, mas de forma integrada, culminaram na prisão em flagrante de um homem de 35 anos após a localização de uma fábrica ilegal de uísque.
Desmantelamento da produção clandestina
A Polícia Civil iniciou a operação depois de receber uma denúncia que indicava o comércio ilícito, levando à descoberta da fábrica utilizada para a produção de uísques adulterados. O local estava situado no bairro Jardim São Judas Tadeu, onde os policiais abordaram e detiveram o proprietário da residência.
O homem foi preso por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de bebidas. A perícia recolheu dois galões de 50 litros de líquido e 335 garrafas prontas que seriam destinadas ao comércio. Após o registro do evento, a prisão do indiciado foi convertida para preventiva.
Outras apreensões e ligação com casos anteriores
No mesmo período, a Polícia Militar apreendeu uma grande quantidade de produtos ilegais durante um patrulhamento no bairro Jardim Fernanda. Cerca de 2,9 mil garrafas de destilados, igualmente suspeitas de serem falsificadas, foram encontradas no local.
Um indivíduo que estava na rua fugiu para dentro de um imóvel ao notar a presença da viatura e conseguiu escapar após pular um muro dos fundos. Os agentes encontraram documentos de dois homens, de 30 e 31 anos, que agora são investigados no 2º Distrito Policial da cidade.
Em uma terceira diligência, a Polícia Civil flagrou o armazenamento irregular de material em uma residência na Chácara Bela Vista. Mais de 400 garrafas vazias de bebidas alcoólicas foram encontradas, junto a tampas usadas e plásticos que são retirados dos gargalos. Os agentes também verificaram que garrafas estavam sendo lavadas em tanques de água.
O material apreendido foi encaminhado para análise técnica, e as investigações identificaram uma ligação com um caso registrado em 2023. A Polícia Civil indica que há indícios de continuidade na prática de crime contra as relações de consumo. O 12º Distrito Policial de Campinas segue apurando o caso.
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