Pressionado, Fufuca acelera repasses ao seu estado
Dinheiro passou a ser direcionado com mais pressa ao Maranhão após PP exigir que seus filiados deixassem os cargos no governo Lula
Pressionado pelo PP, seu partido, a entregar o cargo no governo Lula, o ministro do Esporte, André Fufuca (foto), acelerou a liberação de recursos para seu estado, o Maranhão, em setembro, registrou a Folha de S.Paulo.
Deputado federal licenciado, ele planeja se candidatar ao Senado em 2026.
Fufuca distribui recursos para a construção de quadras poliesportivas, estádios de futebol e espaços comunitários nos municípios maranhenses.
Enquanto nove estados não receberam nenhum real empenhado pelo Ministério do Esporte até outubro, 75 dos 217 municípios de seu reduto eleitoral receberam 82 milhões de reais apenas em 2025.
Segundo o jornal, o dinheiro passou a ser direcionado com mais pressa após o PP exigir que seus filiados deixassem os cargos no governo.
Em 2024, o Maranhão recebeu 40 milhões de reais em repasses da pasta chefiada por Fufuca.
Mais uma vez, o estado do ministro foi o mais beneficiado.
O que diz o Ministério do Esporte?
O Ministério do Esporte alegou que a distribuição de recursos federais segue critérios técnicos e legais.
“O Maranhão possui um déficit histórico de infraestrutura esportiva. O que o faz estar na última posição entre todos os estados brasileiros, quando este critério é levado em consideração.
Além disso, fatores sociais como o menor IDH do Brasil, os mais de 1,1 milhão de pessoas inscritos no CAD Único e os 1,2 milhões beneficiados pelo Bolsa Família, entre outros, também são considerados na hora de decidir sobre os investimentos em infraestrutura esportiva”, disse a pasta de Fufuca.
Fufuca desafia ordem do PP
Fufuca tinha até domingo, 5, para deixar o Ministério do Esporte.
Todavia, ele participou na segunda-feira, 6, de evento com o presidente Lula em Imperatriz, no Maranhão.
No palanque, ele reafirmou seu apoio ao petista.
“Presidente, é uma honra colaborar com seu governo […] É por isso que eu falo em alto e bom som: eu estou com Lula”, disse.
“O importante não é justificar o erro, é evitar que ele se repita. Em 2022, eu cometi o erro, mas agora em 2026, pode ser que meu corpo esteja amarrado, mas a minha alma, o meu coração e a minha força de vontade estarão livres para ajudar Luiz Inácio Lula da Silva a ser presidente do Brasil”, acrescentou.
O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, ameaçou retirar o comando estadual da legenda de Fufuca, caso ele não deixe o ministério.
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