Autor de música alterada responde a Toni Garrido: “Altamente desrespeitado”
Coautor de “Girassol” critica mudança feita ao vivo no Altas Horas e diz que cantor deturpou o sentido da música; briga amplia a crise entre ex-integrantes do Cidade Negra
Da Ghama, guitarrista e coautor de “Girassol”, reagiu com indignação à alteração feita pelo cantor Toni Garrido na letra da canção durante o Altas Horas, exibido no sábado, 4, caso que viralizou nas redes sociais.
O vocalista trocou o verso “já que, pra ser homem, tem que ter a grandeza de um menino” por “a grandeza de uma menina, de uma mulher”.
Nas redes, Da Ghama afirmou ter sido “altamente desrespeitado como compositor” e negou qualquer teor machista na letra original, que, segundo ele, fala sobre pureza e humildade, não sobre gênero
O compositor explicou que o verso foi escrito como crítica simbólica aos homens que fazem a guerra, exaltando a inocência e a doçura infantil como ideais espirituais.
A declaração de Da Ghama foi amplamente apoiada por fãs, que elogiaram a defesa do sentido original e citaram passagens bíblicas que associam pureza e fé à infância.
A nova polêmica é mais um capítulo da longa e conturbada história do Cidade Negra.
Desde 2014, o grupo vive um rompimento marcado por agressões físicas, acusações de roubo, disputas de marca e batalhas por direitos autorais.
De um lado estão Toni Garrido e o baixista Bino Farias, que detêm o registro legal da marca “Cidade Negra” no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Do outro, Da Ghama, Lazão e Ras Bernardo mantêm o projeto “Originais Cidade”, criado após o racha.
As brigas começaram ainda na década passada, quando Garrido e Bino acusaram o baterista Lazão de agressões em bastidores de shows. O músico admitiu as brigas e disse ter agido em legítima defesa.
Garrido também acusou Lazão de vender instrumentos sem autorização, o que o baterista justificou alegando dificuldades financeiras. O episódio acirrou a separação e levou as partes à Justiça.
Em 2023, decisão da Justiça Federal manteve o registro da marca “Cidade Negra” em nome de Garrido, rejeitando o pedido de nulidade feito pelos ex-integrantes.
A sentença reconheceu que os registros anteriores haviam caducado e que o vocalista formalizou o pedido dentro da lei.
A mudança improvisada na letra de “Girassol” expôs novamente as feridas abertas do grupo.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
08.10.2025 08:00Acho que estão merecendo sofrer chacotas. Um grupo desequilibrado como se vê . Além do mais, eu , 0’particularmente não consigo mais ouvir música nacional. Os artistas militantes acabaram com o meu desejo de ouvi-los