“Agora as coisas vão transcorrer”, diz Haddad sobre relação com EUA
Ministro da Fazenda destacou "relação bilateral de dois séculos" entre os países, após conversa entre Lula e Trump
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto), afirmou nesta segunda, 6, que as tensões comerciais e políticas entre os Estados Unidos e o Brasil não devem se prolongar.
O comentário foi feito após a conversa entre o presidente Lula (PT) e o presidente americano, Donald Trump.
“Do anúncio do tarifaço para cá, muita informação chegou. Então, eu realmente não acredito que essa tensão vai prosperar. Não tem razão para prosperar.”
“Eu penso que agora as coisas vão transcorrer como deve ser. A relação bilateral tem 2 séculos. Obviamente nós temos a melhor das expectativas”, disse à TV Record.
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A conversa
O presidente brasileiro pediu a Trump a “rediscussão” das sanções impostas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como a suspensão de vistos e aplicação da Lei Magnitsky, e também uma nova conversa para debater o tarifaço aos produtos brasileiros.
Segundo integrantes do Palácio do Planalto, a conversa – que durou meia hora – foi considerada boa. Melhor até que as previsões mais otimistas, segundo integrantes do governo federal.
“O presidente Lula colocou que as sanções aos ministros, questão dos vistos, não é justa e que isso também deveria ser rediscutido. Mas foi uma conversa boa, descontraída, longa, proveitosa… estamos muito otimistas que vamos avançar para o ganha, ganha nessa relação com investimentos recíprocos e equacionamento da questão tarifária”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, sobre a conversa entre Lula e Trump.
“O presidente Lula descreveu o contato como uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente. Recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Solicitou a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras”, declarou o Itamaraty em nota oficial.
“O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ambos os líderes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. O presidente Lula aventou a possibilidade de encontro na Cúpula da Asean, na Malásia; reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém (PA); e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos”, acrescentou ainda o Ministério de Relações Exteriores.
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Comentários (1)
Marian
07.10.2025 09:31Não creio. Há uma grande distância entre o discurso e a realidade. Devemos estar atentos.