Espero anunciar retorno dos reféns nos próximos dias, diz Netanyahu
Em declaração televisionada, primeiro-ministro diz que Israel está “à beira de uma grande conquista”
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (foto), afirmou neste sábado, 4, que espera a libertação de todos os reféns detidos na Faixa de Gaza nos próximos dias.
Em uma declaração televisionada, Netanyahu disse que Israel está “à beira de uma grande conquista”.
“Espero que, com a ajuda de Deus, nos próximos dias, mesmo durante o feriado de Sucot, possamos anunciar o retorno de todos os reféns — vivos e mortos, de uma só vez, com as Forças de Defesa de Israel ainda implantadas no interior de Gaza.”
O festival de Sucot, que dura uma semana, começa na noite de segunda-feira.
O premiê afirmou ainda que instruiu a equipe de negociação israelense, liderada pelo ministro de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, a viajar ao Egito para definir os “detalhes técnicos” da libertação.
“Nosso objetivo é limitar as negociações a apenas alguns dias. Trump deixou claro: não toleraremos táticas de protelação ou evasões”, disse Netanyahu.
Segundo ele, a segunda fase do plano prevê que “o Hamas será desarmado e Gaza será desmilitarizada”. O premiê alertou que isso ocorrerá de forma diplomática, seguindo o plano do presidente americano Donald Trump, ou pela via militar, caso necessário.
Netanyahu rejeitou críticas de autoridades que afirmaram ser impossível recuperar todos os reféns sem uma retirada total das tropas de Gaza. Ele ressaltou que Israel já recuperou 207 reféns até o momento e que não desistiu dos demais.
“Mas nunca desisti do resto dos reféns. E nunca desisti dos demais objetivos da guerra”, afirmou.
O primeiro-ministro disse ainda que a ação diplomática conjunta com o governo Trump “mudou completamente a situação”, enquanto as FDI avançavam na Cidade de Gaza.
“Em vez de Israel ser isolado, o Hamas será isolado”, completou.
Netanyahu reiterou que a primeira etapa do plano garante a libertação de todos os reféns, enquanto as FDI serão reposicionadas em locais que permitam continuar a supervisão da Faixa de Gaza. Ele também agradeceu a Trump pelo apoio firme e por seu envolvimento na estratégia.
O premiê afirmou ainda que a pressão militar e diplomática foi decisiva para que o Hamas aceitasse negociar a libertação de todos os reféns. “O que trouxe a mudança na postura do Hamas foi exclusivamente a pressão militar e diplomática que exercemos”, disse Netanyahu.
“Estamos muito próximos da paz”
O presidente dos EUA, d, disse em pronunciamento nesta sexta-feira que o mundo está próximo de ver a paz no Oriente Médio. Ele agradeceu países como Qatar, Turquia, Arábia Saudita, Egito e Jordânia pelo apoio diplomático.
“Obrigado aos países que ajudaram imensamente, todos estavam unificados para que essa guerra terminasse e para ver paz no Oriente Médio, e agora estamos muito próximos de conquistar isso”, disse.
O republicano também comentou a posição do Hamas, que anunciou aceitar a libertação de reféns israelenses.
“Esse é um grande dia, vamos ver o que acontece. Precisamos acertar os detalhes, mas estou ansioso para ver o retorno dos reféns”, afirmou Trump.
O Hamas, no entanto, não aceitou todas as condições do plano. O grupo terrorista concordou em negociar, mas não se comprometeu com o desarmamento, um dos pontos centrais da proposta americana.
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