Polícia prende mais de 350 pessoas em atos pró-Palestina no Reino Unido
Manifestações ocorreram mesmo após apelos para respeitar luto por ataque terrorista a sinagoga em Manchester
A Polícia Metropolitana de Londres informou que 355 pessoas foram detidas neste sábado, 4, em protestos pró-Palestina no Reino Unido.
A maior parte das prisões ocorreu na Trafalgar Square, onde manifestantes exibiam cartazes em apoio ao grupo Palestine Action, classificado pelo governo britânico como uma organização terrorista.
As manifestações ocorreram mesmo após apelos de ministros e autoridades policiais para que os atos fossem adiados, em respeito ao luto pela morte de duas pessoas em um ataque terrorista a uma sinagoga em Manchester, na última quinta-feira.
O primeiro-ministro Keir Starmer havia pedido que os manifestantes respeitassem “o luto dos judeus britânicos”.
Segundo a Polícia Metropolitana, a maioria das pessoas presentes na Trafalgar Square neste sábado eram espectadores que não seguravam cartazes em apoio ao grupo Palestine Action. A corporação afirmou que o processo de prisão foi demorado, já que muitos manifestantes precisaram ser retirados da praça por pelo menos cinco policiais cada.
Além de Londres, cerca de 100 manifestantes pró-Palestina se reuniram no centro de Manchester em uma marcha organizada pelo grupo Greater Manchester Friends of Palestine.
Para Mark Rowley, chefe da Scotland Yard, os protestos deste fim de semana poderiam criar mais tensões e demonstrar falta de sensibilidade diante do ataque à sinagoga.
Leia também: Judeus britânicos se revoltam com Starmer e seu vice, após terror em Manchester
Vice vaiado
O vice-primeiro-ministro do Reino Unido, David Lammy, foi vaiado e fortemente criticado na sexta-feira, 3, pela comunidade judaica presente nas ruas de Manchester em uma vigília.
“Você devia se envergonhar!”, “Vá para a Palestina!”, “Você não é bem-vindo aqui!”, gritavam judeus britânicos diante do palanque de Lammy, que tentou discursar chamando-os de “amigos”.
Assim como ocorreu nas redes com Starmer, a revolta se deve ao entendimento de que a gestão do primeiro-ministro traiu a comunidade judaica e recompensou o Hamas pelos ataques de 7 de outubro de 2023 ao anunciar o reconhecimento do Estado da Palestina, sem que o grupo terrorista tivesse aceitado acordos de paz e libertado todos os reféns. (Relembre aqui e aqui).
O Partido Trabalhista de Starmer e Lammy, ideologicamente à esquerda, também foi criticado por suas políticas de imigração que alegadamente permitiram a concessão de passaporte britânico a um jihadista chamado Jihad, autor do ataque.
Jihad Al-Shamie, de 35 anos, foi morto pela polícia após atropelar fiéis e tentar invadir com uma faca a sinagoga da Congregação Hebraica de Heaton Park, no distrito de Crumpsall, em Manchester.
Ele é filho de Faraj Al-Shamie, que, como mostramos, exaltava Hitler e terroristas do Hamas nas redes, tendo celebrado os ataques de 7/10 contra Israel.
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