Ucrânia resgata 22 crianças e adolescentes de áreas ocupadas pela Rússia
Entre os menores está um garoto de 10 anos que foi forçado a estudar de acordo com currículo russo
O governo da Ucrânia anunciou neste sábado a devolução de 22 crianças e adolescentes resgatados de áreas temporariamente ocupadas pela Rússia.
“No âmbito da iniciativa ‘Tragam as Crianças de Volta para a Ucrânia’ do Presidente, 22 crianças e adolescentes ucranianos foram resgatados de territórios temporariamente ocupados”, disse Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente Volodymyr Zelensky, em publicação no Telegram.
Entre os menores devolvidos, está um garoto de 10 anos que “foi forçado a estudar de acordo com o currículo russo e ameaçado de ser enviado para avaliação na Crimeia com um diagnóstico psiquiátrico fabricado”.
Um adolescente de 16 anos voltou junto com o irmão mais novo. Uma menina de 14 anos também retornou após sofrer “humilhações constantes por causa da sua origem ucraniana” na escola russa, segundo Yermak.
Ele acrescentou que algumas famílias enfrentaram perseguições por se recusar a solicitar passaportes russos ou colaborar com escolas ocupadas.
Yermak disse que a devolução reforça a prioridade da Ucrânia em proteger seus cidadãos mais vulneráveis.
“Cada criança trazida de volta é uma vitória da justiça e da humanidade sobre a violência”, afirmou.
Mandado de prisão contra Putin
O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu mandados de prisão contra o ditador russo, Vladimir Putin, e contra a Comissária para os Direitos da Criança da Rússia, Alekseyevna Lvova-Belova, pelo crime de deportação ilegal de crianças ucranianas.
Os casos de sequestro têm sido denunciados internacionalmente.
Em agosto, a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, enviou uma carta pessoal a Putin, entregue por Donald Trump durante reunião no Alasca, citando o problema das crianças ucranianas afetadas pela guerra.
O TPI considera que milhares de menores foram transferidos à força para a Rússia, sem consentimento familiar, e classificou a prática como crime de guerra.
A Rússia reconhece que possui um programa de transferência de crianças, mas o apresenta como campanha humanitária para órfãos.
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