“Cancelem a Netflix pelo bem de suas crianças”, pede Elon Musk
Empresário promove campanha contra a plataforma de streaming, depois de declarações polêmicas de criador de série animada
O empresário Elon Musk, proprietário da plataforma social X, convocou nesta semana um movimento de boicote à Netflix. A ideia é combater o que ele classifica como “agenda woke transgênero”, termo utilizado para descrever um ativismo progressista visto como excessivo.
A campanha contra a Netflix ganhou força e alcançou o Brasil, e vem sendo endossada por políticos da direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O estopim para a mobilização foi um comentário feito por um criador de conteúdo ligado à plataforma de streaming. Resultado: queda de 2,3% nas ações da companhia nesta quinta-feira.
Por que Musk quer boicotar a Netflix?
O boicote surgiu em resposta a uma declaração polêmica de Hamish Steele, criador da série animada Guardiões da Mansão do Terror (2022), cujo protagonista é transexual e gay. Steele utilizou seu perfil no X para criticar o primeiro-ministro britânico Keir Starmer por lamentar a morte de Charlie Kirk.
Kirk era o líder da Turning Point USA (TPUSA), uma organização americana conservadora dedicada aos jovens, e foi assassinado a tiros em 10 de setembro. Em sua postagem, o roteirista e diretor, que mantém um perfil privado na plataforma, criticou: “Por que diabos você está comentando sobre isso? (..) Um nazista qualquer leva um tiro e isso se torna uma declaração pública”.
A publicação gerou uma onda de descontentamento contra a Netflix, que exibe o trabalho do diretor, e impulsionou uma oposição à política de inclusão e diversidade adotada pela empresa. Na visão de figuras alinhadas à direita republicana nos EUA, tal política resultou em um “wokeísmo”.
O próprio Elon Musk fez diversas publicações sobre o tema. Em uma delas, compartilhou uma imagem que criticava a Netflix por enfatizar o crescimento na porcentagem de diretores e personagens principais pertencentes a grupos “racialmente sub-representados”.
O empresário replicou a imagem de um Cavalo de Troia, que estaria carregado de “ideologia trans e woke”, e aconselhou: “Cancelem a Netflix pelo bem de suas crianças”. Consultada pelo Globo, a plataforma optou por não emitir uma declaração sobre a controvérsia.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)