Cruz Vermelha interrompe operações em Gaza
Organização humanitária retira equipe da área central da cidade após crescimento da violência; negociações de cessar-fogo continuam
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou nesta quarta-feira, 1, a suspensão temporária de suas operações na faixa de Gaza. A decisão, comunicada por meio de nota, levou à realocação de funcionários, devido à escalada das hostilidades e às ações militares na região. A entidade afirmou que tentou permanecer na área o máximo possível para proteger e apoiar as pessoas mais vulneráveis.
Intensificação dos combates força mudança logística
O CICV assegurou que seguirá prestando suporte aos civis, que será realizado a partir de seus escritórios localizados em Deir al-Balah e Rafah. Essas bases da organização, situadas no sul da faixa de Gaza, permanecem totalmente operacionais.
A interrupção das atividades na Cidade de Gaza ocorre em um momento em que as Forças de Defesa de Israel intensificaram as operações na região. Autoridades de saúde locais indicaram que ao menos 35 pessoas foram vitimadas nesta quarta-feira. A maioria dos óbitos ocorreu na própria Cidade de Gaza.
A ofensiva militar de Israel visa derrotar o grupo terrorista palestino Hamas. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, descreveu a medida como “um cerco mais apertado em torno de Gaza, a fim de derrotar o Hamas”.
Katz garantiu que esta seria a última chance para os habitantes que desejam se mover para o sul. Eles seriam obrigados a passar por uma verificação conduzida pelo Exército israelense. O objetivo é isolar os membros do Hamas dentro de Gaza, diante das contínuas operações em grande escala.
O plano de Trump para o fim da guerra
Enquanto o conflito se agrava, o Hamas segue avaliando uma proposta de cessar-fogo. O plano foi divulgado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Netanyahu apoiou a proposta, que busca encerrar a guerra. Trump havia concedido ao Hamas um prazo de “três ou quatro dias” responder – prazo que, em tese, terminaria na terça-feira, 30.
A ONU enfrenta dificuldades para realizar a distribuição confiável de suprimentos, e atribui esses entraves às restrições de movimento impostas pelos militares de Israel.
Israel, por sua vez, garante que não existem limitações quantitativas para a entrada de alimentos. O governo israelense acusa o Hamas de desviar e roubar a ajuda humanitária. O grupo terrorista nega as acusações feitas por Israel.
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