SP: Governo testa uso de inteligência artificial para reforçar segurança
Empresas apresentam sistemas ao Estado que prometem identificar suspeitos e gerar alertas de crimes em tempo real
O governo de São Paulo iniciou a fase de testes do programa Muralha Paulista com foco em inteligência artificial.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), empresas de tecnologia foram chamadas para demonstrar softwares capazes de cruzar dados e ajudar a polícia a agir mais rápido.
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) acompanha os testes para avaliar se as ferramentas funcionam na prática.
A etapa é chamada de “validação”. Nela, os programas são colocados em funcionamento controlado para verificar se realmente conseguem reconhecer padrões de crime. Isso inclui identificar veículos roubados, suspeitos procurados pela Justiça e situações de risco que exijam ação imediata da polícia.
O projeto prevê a criação de uma central de dados, conhecida como Fusion Center.
Esse centro vai reunir informações de câmeras, bancos de mandados de prisão e registros de ocorrências. A inteligência artificial será usada para analisar esse volume de dados e emitir alertas automáticos para as forças de segurança.
De acordo com a SSP, o IPT garante que a análise seja técnica e independente. O instituto vai elaborar relatórios sobre quais sistemas apresentaram melhores resultados, com base em critérios de precisão, rapidez e segurança digital.
O subsecretário de Políticas e Planejamento Estratégico da SSP, Rafael Ramos, afirmou que as empresas apresentaram soluções alinhadas ao que o Estado precisa.
Já o capitão Rafael Gouveia, da área de licitação, disse que esta fase é a mais difícil porque envolve a checagem de todo o sistema integrado, e não apenas de ferramentas isoladas.
O Muralha Paulista foi criado pelo Decreto 68.828, de setembro de 2024, e hoje cobre 61% da população paulista. A previsão é que a licitação para contratar os serviços ocorra em 2026. A meta é expandir a cobertura para todos os municípios do estado.
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