“Esta é a nossa guerra também”, diz primeiro-ministro polonês
O Ocidente não tem motivos para considerar a capitulação neste conflito. Nenhum, exceto fraqueza de vontade, exceto dúvida, exceto covardia", discursou Donald Tusk
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, apelou ao Ocidente para que demonstre unidade diante da agressão russa contra a Ucrânia. “Esta guerra também é a nossa guerra”, disse Tusk em um fórum de segurança em Varsóvia.
“A guerra de agressão da Rússia faz parte de um projeto político que visa subjugar outros povos”, disse ele.
“Se perdermos esta guerra, as consequências afetarão não apenas a nossa geração, mas também a próxima geração na Polônia, na Europa, nos EUA e em todo o mundo”, disse Tusk.
O Ocidente não tem motivos para considerar a capitulação neste conflito com a Rússia, continuou o primeiro-ministro polonês. “Nenhum, exceto fraqueza de vontade, exceto dúvida, exceto covardia, exceto falta de imaginação.”
Zelensky: Europa não deve abandonar nenhum país
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está aliviado com a vitória das forças pró-europeias nas eleições parlamentares na vizinha Moldávia:
“A Rússia não conseguiu desestabilizar a Moldávia, embora tenha investido recursos consideráveis no caos e na corrupção de todos que conseguiu alcançar”, disse Zelensky em videoconferência na capital polonesa, Varsóvia.
A Europa deve resistir se Moscou tentar atrair mais países para sua esfera de influência, enfatizou Zelensky. Ele mencionou a Bielorrússia, que tem laços estreitos com a Rússia, e a Geórgia, onde o governo suspendeu o processo de adesão à UE, apesar dos protestos populares:
“Não podemos nos dar ao luxo de perder qualquer outro país”. Ucrânia, Moldávia e Geórgia são candidatas à adesão à UE desde 2022.
Crescente ameaça russa
No discurso gravado em vídeo no Fórum de Segurança de Varsóvia, Zelensky também propôs a construção de um escudo de defesa aérea conjunto para proteção contra ataques russos:
“A Ucrânia propõe à Polônia e a todos os nossos parceiros a criação de um escudo conjunto e totalmente confiável contra a ameaça aérea russa.”
O Ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius (SPD) também apelou aos aliados da Otan para que intensifiquem seus esforços de defesa aérea diante das ameaças representadas pela Rússia.
No mesmo Fórum de Segurança de Varsóvia, ele disse, referindo-se às crescentes violações do espaço aéreo: “A Rússia está se tornando uma ameaça crescente à Otan”.
Pistorius alertou contra cair na armadilha da escalada contínua armada pelo líder do Kremlin, Vladimir Putin. O que é necessário é unidade, clareza de ação e cooperação. “Continuaremos nossos esforços para fortalecer a defesa aérea”, disse Pistorius.
O governo alemão vê ainda a proposta de aumento do uso de ativos estatais russos congelados na UE como um potencial “divisor de águas” na guerra na Ucrânia:
“Esta questão é provavelmente a maior alavanca política que os europeus podem exercer atualmente”, disse um representante do governo em Berlim na segunda-feira, 29 de setembro, referindo-se ao debate na cúpula informal da UE desta semana em Copenhague.
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