‘Filho do Hamas’ convoca contra-flotilha israelense em resposta a ativistas
Mosab Hassan Yousef é filho de um dos fundadores do Hamas e se tornou colaborador dos serviços de inteligência israelenses
Mosab Hassan Yousef (foto), filho de um dos fundadores do Hamas e que se tornou colaborador dos serviços de inteligência israelenses, conclamou cidadãos de Israel a organizar uma contra-flotilha em resposta ao esforço internacional para romper o bloqueio de Gaza.
Yousef, que trabalhou disfarçado para o Shin Bet, é defensor ativo de Israel no exterior. Em publicação no X, ele afirmou:
“Ouçam, proprietários de barcos israelenses — lobos do mar, pais, mães, filhos, filhas (…). Cinquenta barcos com bandeiras falsas, lotados de simpatizantes de terroristas, navegam para nos difamar enquanto nossos reféns apodrecem. Isso não é um protesto; é um estrondo. Não debatemos. Navegamos.”
Ele pediu que os cidadãos formem “uma parede azul e branca pelos reféns, por todo israelense ainda respirando”, e disse que a participação deve ser coordenada com a Marinha e limitada a áreas designadas. “Sem colisões, apenas presença”, disse.
Yousef também alertou que a flotilha com destino a Gaza foi planejada para provocar Israel e gerar condenação internacional.
“O dinheiro deles, os barcos deles, o caos deles — tudo para lançar um salva-vidas ao Hamas”, afirmou. “Nossa indignação responde à deles.”
Entre os participantes da Flotilha Global Sumud está a ativista sueca Greta Thunberg, deportada em junho após tentar romper o bloqueio de Gaza em outro barco. Autoridades israelenses descreveram aquela tentativa como um “iate de selfies”.
Em publicações no X, Yousef criticou a flotilha por alegar transportar “fórmula infantil”, chamando a ação de uma estratégia da Irmandade Muçulmana para usar civis como escudos humanos.
Ele afirmou que “o mesmo jogo no mar e em Gaza — escudos humanos primeiro, indignação depois — enterra o crime real sob gritos de crimes de guerra”.
O governo israelense afirmou que não permitirá que embarcações entrem em uma zona de combate ativa e que qualquer violação do bloqueio naval legal terá consequências. Israel propôs que a flotilha entregue ajuda humanitária em portos israelenses, para que seja transportada a Gaza sob supervisão das autoridades locais.
Autoridades reiteraram que qualquer tentativa de violar o bloqueio será impedida.
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