Rússia bombardeia Kiev com quase 600 drones e mísseis
Ataque durou mais de 12 horas e deixou mortos, feridos e danos a infraestrutura civil na capital da Ucrânia
Kiev amanheceu neste domingo, 28, sob um dos bombardeios mais intensos desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. A capital da Ucrânia foi atingida por uma ofensiva que mobilizou quase 600 drones e dezenas de mísseis.
Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, o ataque da Rússia durou mais de 12 horas. Ao menos quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.
“Golpes brutais, um terror deliberado e direcionado contra cidades comuns”, afirmou Zelensky em publicação nas redes sociais.
Segundo a Força Aérea ucraniana, o ataque começou na noite de sábado, por volta das 20h30, e se estendeu até a manhã de domingo. Do total, cinco mísseis e 31 drones escaparam das defesas aéreas, o que aumentou os danos sobre áreas civis.
Entre as vítimas fatais está uma menina de 12 anos. O Instituto de Cardiologia da Ucrânia foi atingido, assim como uma padaria industrial, uma fábrica de pneus e diversos edifícios residenciais.
Ao menos 27 pessoas ficaram feridas na cidade de Zaporizhzhia, no sul, onde 14 blocos de apartamentos foram danificados. Houve também registros de ataques em Sumy, Odessa, Khmelnytskyi, Mykolaiv e Chernihiv.
Zelensky expressou condolências às famílias e disse que o número de vítimas deve aumentar.
A ofensiva ocorreu no mesmo fim de semana em que a Assembleia-Geral da ONU encerrou seus trabalhos.
Para Zelensky, a escolha do momento dos ataques reforça o recado de Moscou.
“Esse ataque vil ocorreu praticamente ao final da semana da Assembleia-Geral da ONU, e é exatamente assim que a Rússia declara sua verdadeira posição.”
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Escalada militar e corrida por defesa
Desde o início da guerra, ataques aéreos russos já destruíram parte significativa da infraestrutura ucraniana. Redes de energia, centros ferroviários, fábricas e bairros residenciais se tornaram alvos recorrentes.
A Rússia tem investido na produção de drones e ampliado seu uso em larga escala. A Ucrânia, em resposta, aumentou ataques de longo alcance dentro do território russo.
O general Oleksandr Syrsky, comandante das Forças Armadas da Ucrânia, anunciou a criação de uma nova divisão da Força Aérea dedicada à defesa contra aeronaves não tripuladas. Segundo ele, helicópteros estão sendo adaptados com equipamentos para neutralizar drones, e até aviões leves foram testados com metralhadoras.
O governo ucraniano também reforça a dependência de sistemas de defesa fornecidos pelo Ocidente. Zelensky afirmou que Israel entregou recentemente um sistema Patriot, de fabricação americana, considerado um dos poucos capazes de interceptar mísseis balísticos com eficácia. Outros dois equipamentos devem chegar no outono.
“Continuaremos a revidar para privar a Rússia dessas fontes de receita e para forçá-la à diplomacia”, disse Zelensky, em referência às exportações de energia que sustentam Moscou.
Ele pediu que Estados Unidos, União Europeia, G7 e G20 intensifiquem as sanções e reforcem o apoio militar.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
28.09.2025 07:43Daí vai o Putin conversar com outros líderes mundiais, diz que quer paz, dá um sorriso cinico e no dia seguinte continua bombardeando. Quando esse infeliz se “suicidara” com veneno ou um pulo do 30 andar?